Economia

Dólar fecha perto da estabilidade, cotado a R$ 3,53, e bolsa cai

Os juros futuros confirmaram no fechamento o sinal de queda com que passaram a operar na parte da tarde

Os juros futuros confirmaram no fechamento o sinal de queda com que passaram a operar na parte da tarde
Os juros futuros confirmaram no fechamento o sinal de queda com que passaram a operar na parte da tarde Foto : Bulent Kilic / AFP / CP
Com o ambiente político doméstico trazendo poucas novidades, o cenário internacional voltou a ser a principal referência para os negócios nesta quarta-feira. No mercado de câmbio, o dólar à vista alternou sinais positivos e negativos e terminou o dia praticamente estável (+0,03%), cotado a R$ 3,5309.

Depois de ter subido mais de 1% no início do dia, em reação a um leilão de swap cambial reverso feito pelo Banco Central, a moeda americana perdeu força e oscilou pouco até o fechamento. A virada do petróleo no exterior, do negativo para o positivo, acabou impulsionando as divisas de países exportadores de commodities, incluindo o real. E na ausência de notícias políticas de maior impacto, os investidores também evitaram mudar de forma mais intensa suas posições.

Conforme anunciado na véspera, o BC ofertou 20 mil contratos de swap reverso (operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro). O lote foi vendido integralmente, representando a retirada de US$ 992,4 milhões do sistema. A alta, no entanto, acabou sendo diluída ainda pela manhã, principalmente depois que o petróleo passou a subir, já no início da tarde. A virada da commodity foi determinada pela divulgação dos dados do Departamento de Energia dos EUA (DOE) sobre estoques de petróleo. Entre os números, destaque para a produção média diária de petróleo, que recuou de 8,977 milhões para 8,953 milhões de barris na semana passada.

Entre os poucos destaques do dia no cenário doméstico esteve a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar o julgamento sobre a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil. Não foi definida data para discussão do tema. O mercado recebeu a notícia de maneira positiva, por sinalizar mais um fator de enfraquecimento do governo. No entanto, o fato pouco influenciou os negócios no câmbio ou na bolsa.

Bovespa

Na ausência de grandes definições no ambiente político doméstico, o cenário internacional foi novamente a principal referência para os negócios nesta quarta-feira. Depois de alternar altas e baixas no decorrer da sessão, o Índice Bovespa terminou o dia em leve baixa, de 0,15%, aos 53.630,93 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,53 bilhões.

Assim como aconteceu na véspera, a recuperação dos preços das commodities impulsionou ações ligadas a essas matérias-primas. Os papéis da Vale, que chegaram a subir mais de 8% ao longo do pregão, terminaram o dia com valorização de 5,30% (PNA) e 6,35% (ON), entre as maiores altas do Ibovespa. As ações preferenciais da Bradespar, acionista da Vale, avançaram 6,15%.

Já os papéis da Petrobras operaram com sinais mistos durante todo o dia, com poucos momentos de alinhamento. No final dos negócios, caíram 0,16% (ON) e 1,46% (PN). As ações do setor bancário também terminaram o dia no terreno negativo, devido a uma realização de lucros, e contribuíram para o recuo do Ibovespa. O destaque ficou com Itaú Unibanco PN, que recuou 1,86%.

Taxas de juros

Os juros futuros confirmaram no fechamento o sinal de queda com que passaram a operar na parte da tarde, passada a leve pressão de alta imposta pelo leilão de prefixados do Tesouro e diante da melhora no apetite pelo risco vista no exterior. Também na etapa vespertina veio a informação de que o STF adiou a decisão sobre a posse do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil, sem nova data prevista.

O mercado, que acredita que um mudança de governo será capaz de recolocar o País em trajetória de crescimento, vê algum risco de que a presidente Dilma Rousseff possa virar o jogo do impeachment aprovado na Câmara se eventualmente o STF confirmar a posse do ex-presidente Lula, dada sua grande capacidade de articulação. Nesse sentido, o adiamento da decisão abriu espaço para a devolução de prêmios.

No exterior, após a virada do petróleo para alta, os investidores passaram a demandar ativos de países emergentes e ações, favorecendo ainda alívio na parte longa da curva a termo.

Pela manhã, as taxas oscilaram perto dos ajustes anteriores, mas com viés de alta, refletindo as operações de proteção contra o risco prefixado normalmente montadas pelos participantes dos leilões do Tesouro, além do IPCA-15. A oferta hoje foi de 8,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), vendida integralmente, e de 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) – vendida parcialmente (1,120 milhão). Quanto ao índice de inflação, a taxa de 0,51% ficou acima da mediana de 0,47% das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que iam de 0,38% a 0,58%.

Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava na mínima de 13,495%, ante 13,520% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 projetava 12,76%, de 12,80%. O DI janeiro de 2021 caiu de 12,90% para 12,88%.

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