Cautela com a crise da zona do euro, fim de semana, ajuste de posição e final de trimestre. Essas foram algumas das explicações dadas por profissionais do mercado financeiro para justificar a puxada do dólar no meio da tarde. "Não tem nada novo. A preocupação com a cena externa, principalmente com a zona do euro, ainda é muito forte. A situação da Grécia parece que vai (ser resolvida), mas, no fundo, ainda é uma incógnita. Além disso, temos o fim de semana pela frente e hoje é fim de mês e trimestre, ou seja, tudo impõe cautela", disse uma fonte. Ou seja, o mês de setembro termina, mas as preocupações com o cenário internacional, não. E essas preocupação devem se estender pelo mês de outubro.
Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,849. Na semana, a moeda subiu 2,06%. No ano, tem ganho acumulado de 12,98% e, no trimestre, de 20,43%. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,889, com ganho de 2,17%. A mínima foi de R$ 1,85. No mês, o dólar na BM&F fechou com valorização de 18,73% e, no ano, de 13,59%. No trimestre, o ganho acumulado alcança 21,08%.
A Bolsa de Valores de São Paulo, por sua vez, está na lanterna do ranking de investimentos há seis meses consecutivos. Só em setembro a modalidade perdeu 7,38%. Cenário como esse, de seis resultados mensais negativos seguidos na Bolsa, só foi visto entre os meses de junho e novembro de 2008. Nesta sexta, último pregão do mês, as ações desabaram 1,99%, chegando aos 52.324 pontos, o pior resultado desde 22 de agosto
O mercado segue dividido entre as boas e más notícias externas. Logo cedo, ainda sob os efeitos positivos da aprovação das mudanças para reforço do fundo de socorro europeu pelo parlamento alemão na véspera. Hoje, os investidores comemoraram a aprovação por parte do parlamento da Áustria. Com a Áustria, a maioria dos 17 países que compartilham o euro já aprovou a ampliação do fundo de resgate. Logo depois, os investidores resolveram questionar a eficiência das alterações nesse instrumento e abandonaram os ativos de risco.