O dólar fechou em alta pela primeira vez em cinco dias, nesta terça-feira. A moeda norte-americana chegou a cair abaixo de R$ 2,90 pela manhã, mas escalou ao longo do dia até R$ 2,94, uma leve elevação de 0,72%.
Apesar da tendência de queda da moeda no exterior, em relação ao euro, no Brasil a cotação baixa atraiu compras no mercado. Com mais dólares sendo adquiridos, a cotação foi impulsionada além da cautela dos investidores, que esperam para quarta-feira a divulgação de inflação e outros índices de mercado.
O dólar desvalorizou ante o iene e euro, no fim da tarde desta terça-feira, com investidores cautelosos antes do anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve. Havia também a espera pela primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre.
A leitura mais fraca da confiança do consumidor nos EUA, divulgada pelo Conference Board, pressionou o dólar. O índice de confiança caiu de 101,4 pontos em março para 95,2 em abril, ante expectativa dos analistas de 102,5 pontos. O indicador é o mais recente de uma série de leituras fracas de dados econômicos dos EUA que pesaram sobre o dólar.
Segundo Camilla Sutton, estrategista-chefe de câmbio do Scotiabank, os rumores de que a China pode lançar mão de mais medidas de afrouxamento também pesaram sobre a moeda dos EUA. No dia 19, o Banco do Povo da China reduziu o compulsório dos bancos pela segunda vez em dois meses. Um afrouxamento chinês elevaria o apetite dos investidores por ativos de maior risco, tirando os investidores do dólar.
Dólar interrompe cinco dias de queda e chega a R$ 2,94
Moeda chegou a estar cotada abaixo de R$ 2,90, mas se elevou com pressão do mercado