No ano, o câmbio subiu 13,25%, a maior alta acumulada desde o início de instabilidade no sistema financeiro internacional. O dólar chegou a iniciar o dia em queda, vendido a R$ 2,306 na mínima do dia, por volta das 10h20min. Nas horas seguintes, porém, a cotação reverteu a tendência e voltou a subir.
Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.
A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.