O movimento de forte alta ocorre mesmo após a realização de dois leilões de venda da divisa no mercado futuro pelo Banco Central e o anúncio da rolagem de US$ 5 bilhões em contratos que vencem em 2 de setembro de 2013.
Às 15h27min, o dólar à vista chegou na máxima, a R$ 2,397 (+2,30%), de uma mínima de R$ 2,34 (+0,21%), registrada após a abertura. "Com a alta do dólar ante moedas commodities lá fora e os problemas com a economia doméstica (crescimento baixo, inflação elevada e fluxo cambial negativo), a tendência é de alta do dólar", disse um operador de tesouraria de um banco.
O primeiro leilão do BC hoje foi por volta de 10h50min, quando foram vendidos 20 mil contratos de swap com vencimento em 01/04/2014, no valor de US$ 989 milhões. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro.
Depois de duas horas, por volta de 12h50min, o Banco Central voltou a intervir no câmbio e vendeu pouco mais da metade (21.600) dos 40 mil contratos de swap cambial ofertados em leilão. Foram negociados 16.850 contratos com vencimento em 01/11/2013, no valor de US$ 840,5 milhões, e 4.750 papéis para 01/04/2014 (US$ 235,1 milhões).
Rolagem de swap
O Banco Central antecipou na quinta-feira à noite que, além da rolagem de swap de US$ 5 bilhões, "continuará com sua política de intervenções pontuais no mercado futuro de câmbio". Por causa disso, há expectativas entre operadores de câmbio de que a autoridade monetária poderá conter uma volatilidade excessiva do dólar ante o real.
Porém, esses profissionais não acreditam que as atuações do BC, mesmo reforçadas com ofertas adicionais, devem mudar a tendência mundial de valorização da moeda norte-americana em meio à aposta crescente de início da retirada dos estímulos à economia nos Estados Unidos em setembro.
Desde que começou neste ano a intervir no câmbio com operações de swap cambial, em 31 de maio, o BC já vendeu um volume aproximado de US$ 33 bilhões desses contratos, com o objetivo de conter a volatilidade do dólar.