O valor representa o maior nível de fechamento desde 22 de agosto de 2013, quanto a moeda terminou cotada a R$ 2,438. Exatamente nessa data, o Banco Central deu início ao programa de leilões diários da moeda norte-americana, com o objetivo de evitar flutuações bruscas no câmbio. Em um ano, a divisa já acumula valorização de quase 18%.
No início desta quinta-feira, a moeda foi impulsionada pela contração da atividade industrial na China em janeiro e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) do Brasil.
Na segunda parte da sessão, a divisa ganhou mais força e superou o patamar de R$ 2,40, influenciada pelo nervosismo que também atingiu outras moedas de países emergentes, como a lira turca e o peso argentino. Na Turquia, houve intervenção direta do BC do país no mercado, vendendo dólares aos bancos, enquanto na Argentina, a autoridade monetária deixou o câmbio livre para flutuar.
Nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,67% em janeiro, ante 0,75% em dezembro. Em 12 meses, a alta acumulada é de 5,63%.
Além disso, o Copom divulgou a ata da última reunião. O documento foi considerado firme pela maioria do mercado e deixa em aberto a possibilidade de a Selic subir 0,50 ponto porcentual em fevereiro.