A principal preocupação dos investidores é com a crise da dívida na Europa, onde se teme um calote da Grécia. No fim da tarde, o mercado mostrou ainda cautela com a reunião de política monetária dos Estados Unidos, que termina na quarta-feira e na qual o FED (Federal Reserve, o banco central norte-americano) pode anunciar novas medidas de estímulo ao crescimento.
Fatores locais também têm contribuído para a valorização do dólar, como a perspectiva de juros menores nos próximos meses e o desconforto de alguns investidores com medidas recentes do governo, como a cobrança de um imposto sobre operações financeiras que trabalham com especulação.
Como o dólar mexe com seu bolso?
A valorização do dólar diante do real favorece as vendas de produtos fabricados pela indústria nacional, já que as mercadorias chegam ao exterior com preços maiores. Isso pode se refletir no mercado de trabalho brasileiro, pois as empresas faturam mais e revertem parte desse lucro em investimentos em máquinas e equipamentos, que, por sua vez, precisam de mão de obra para ser operados.
Por outro lado, quem pretende viajar para o exterior é prejudicado porque a moeda americana forte "come" uma parcela maior de reais do bolso do brasileiro, o que deixa o passeio mais caro. Além disso, produtos comprados de outros países (importados) chegam mais valorizados por aqui e podem afetar diretamente o bolso do consumidor.
Ou seja, a valorização do dólar em relação ao real diminui o poder de compra do brasileiro em países como os Estados Unidos. Com isso, produtos como perfumes, roupas, eletrônicos, bebidas, entre outros, ficam mais caros. Cursos e viagens para o continente norte-americano também ficam mais pesados no bolso.