No Brasil, isso foi amplificado pela pressão dos investidores comprados. Passada a formação da taxa e com a confirmação de que o Banco Central não rolará um terço dos contratos de swap que vencem nesta sexta-feira, o dólar passou a acelerar seus ganhos ante o real.
Na mínima do dia, vista às 9h26min, a moeda marcou R$ 2,1950 (estável) e, na máxima, às 15h53min, atingiu R$ 2,2360 (+1,87%). Perto das 16h30min, o giro no mercado à vista somava R$ 1,542 bilhão conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para dezembro subia 1,68%, a R$ 2,2455.
Na quarta-feira, o Fed eliminou do documento divulgado após sua reunião de política monetária a referência ao aperto das condições financeiras. Na prática, a instituição pareceu enxergar um cenário mais positivo, o que mantém a possibilidade de uma redução dos estímulos econômicos em dezembro - o que se traduzirá em menos dólares no mundo.
No Brasil, a formação da Ptax intensificou a disputa entre comprados (que apostam na alta da moeda) e vendidos (que querem a baixa). Os investidores estrangeiros - comprados em dólar futuro e cupom cambial - pressionaram pela alta do dólar, enquanto os bancos, na outra ponta, atuavam para segurar a moeda.
O movimento de alta do dólar foi intensificado ainda pela divulgação do índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), que saltou para 65,9 em outubro, de 55,7 em setembro, alcançando o maior nível desde março de 2011. O número reforçou a leitura de que o Fed pode iniciar, em um futuro próximo, a redução de seus estímulos.