Economia

Dólar sofre maior queda desde 2012 e fecha a R$ 2,35

Moeda desvalorizou por conta de relatório negativo do mercado imobiliário dos EUA

O dólar sofreu forte queda nesta sexta-feira, após divulgação de relatório que mostrou que as vendas de moradias novas nos Estados Unidos caíram fortemente, levantando dúvidas sobre a recuperação do mercado imobiliário. A moeda norte-americana caiu 3,36% fechando a semana cotada a R$ 2,35. Foi a maior queda em apenas um dia desde junho de 2012.

Estudo do Departamento do Comércio dos EUA informou pela manhã que as vendas de moradias novas recuaram 13,4% em julho, na comparação com junho, para a média anualizada de 394 mil unidades, o menor nível em nove meses. A queda das vendas eleva os temores de que o aumento das taxas de hipotecas afetará a recuperação do mercado imobiliário e ajuda a alimentar as expectativas de que o Fed esperará mais para começar a reduzir seu programa de compra de ativos de US$ 85 bilhões mensais.

As especulações de que o banco central norte-americano começaria em setembro a reduzir estímulos aumentou o apelo do dólar, mas qualquer sinal de que a economia possa estar cambaleando reduz essa expectativa. O dólar caiu ante o euro, o franco suíço e os dólares canadense e australiano, mas não sofreu grandes alterações ante o iene. "Os números do setor imobiliário foram horríveis, mas as pessoas precisam ver um pouco mais disso para se convencer de que o Fed não começará em breve a reduzir estímulos", disse George Dowd.

Na zona do euro, sinais de recuperação da confiança do consumidor deram à moeda comum europeia algum suporte. O índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu para -15,6 em agosto, de -17,4 em julho, o nível mais alto desde julho de 2011.


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