O dólar fechou sua última cotação do ano, nesta quinta-feira, com baixa de 0,94%. Isso significa uma queda, em 2016, de 17,69%, a primeira redução anual desde 2010, quando havia perdido 4,42%. Também é a maior variação negativa desde 2009, quando baixou 25,29%.
Na cotação desta quinta, a moeda norte-americana fechou em R$ 3,25, tendo começado 2016 em R$ 3,94. Foram quase setenta centavos desde janeiro, após uma alta em 2015 de 48,49%. O ouro teve o segundo pior resultado do ano, com queda de 12,32%.
Num ano de intensas mudanças no cenário interno e externo, o mercado acionário brasileiro interrompeu um ciclo de três anos de quedas consecutivas e surpreendeu os investidores. O Ibovespa, principal índice da BM&F Bovespa, teve o maior ganho entre as demais modalidades de investimentos: subiu 38,94% no período, bem acima dos fundos de renda fixa, que renderam 14,3%.
Em dólar, o valor de mercado da bolsa brasileira teve a maior alta da América Latina, segundo dados da empresa de informações financeiras Economática. Até a quarta-feira, havia subido 55,09%, para US$ 706,77 bilhões. "Não dava para esperar um resultado desses para a bolsa neste ano. Foi uma surpresa", afirmou o economista da Tendências Consultoria Integrada, Silvio Campos Neto.
Ele explica que o desempenho da BM&FBovespa em 2016 é resultado da mudança de governo, da nova política econômica e da renovação na gestão das estatais, como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil, que têm peso grande na bolsa. "O mercado antecipou as expectativas com a mudança de governo e retomada da economia." Também houve um movimento positivo em relação às commodities, o que beneficiou o mercado brasileiro.
Dólar tem primeira queda anual desde 2010 e fecha em R$ 3,25
Moeda norte-americana acumulou baixa de 17,69% em 2016