O dólar teve sua terceira sessão seguida de queda nesta quarta-feira para abaixo de R$ 3,80, ajudado pela manutenção de vetos da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso bem como pela leitura de que não havia espaço para uma valorização do dólar. Trabalhou o dia todo em baixa, na contramão do comportamento da moeda no exterior em relação a divisas de países emergentes.
No fim da sessão, a moeda reagiu à ata do Fed (banco central dos EUA), reduzindo um pouco as perdas ante o real, num primeiro momento, e acelerando depois, numa segunda leitura. No fim,
o dólar registrou baixa de 0,91%, aos R$ 3,7776. Na mínima, após o Fed, marcou R$ 3,7708 (-1,08%) e, na máxima, pela manhã, R$ 3,8102 (-0,05%). No mês, acumula perda de 2,12% e, no ano, valorização de 42,07%.
O documento do Fed confirmou que são grandes as chances de elevação das taxas dos Fed funds em dezembro. Além disso, mostrou que a maior parte dos dirigentes concorda que é apropriado elevar os juros "gradualmente".
Na terça-feira, os parlamentares mantiveram o veto ao reajuste do poder Judiciário, uma conta de R$ 36,2 bilhões de 2015 até 2019, o que deu o 'start' de venda de moeda no início do dia. Nesta tarde, também foi mantido o veto ao atrelamento da política de salário mínimo a todos os benefícios pagos pelo INSS. O governo calculava o impacto com a eventual derrubada do veto em R$ 11 bilhões entre 2015 e 2019.
Pela manhã, também favorecia a aprovação, na véspera, pela Comissão Mista de Orçamento, da mudança da meta fiscal para 2015, proposta que ainda tem que passar pelo Congresso, provavelmente nesta quarta-feira.
Os dados do fluxo cambial não tiveram influência sobre as cotações nesta sessão. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial da semana de 9 a 13 de novembro ficou positivo em US$ 1,493 bilhão. No ano até dia 13 deste mês, o resultado está positivo em US$ 9,257 bilhões.
Bovespa em alta
A Bovespa completou sua terceira sessão consecutiva de alta nesta quarta-feira, mas perdeu força durante a tarde e fechou bem longe da máxima da sessão. A atuação do estrangeiro, mais uma vez, deu a tônica do mercado, num dia em que o setor siderúrgico disparou após notícias sobre possível aumento de Imposto de Importação do aço. O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,40%, aos 47.435,57 pontos. Na mínima, marcou 47.241 pontos (-0,01%) e, na máxima, 47.951 pontos (+1,49%). No mês, acumula ganho de 3,42% e, no ano, perda de 5,14%. O giro financeiro totalizou R$ 5,882 bilhões.
A alta das bolsas norte-americanas serviu de influência ao mercado doméstico, em dia de expectativa pela ata do Fed, banco central dos EUA. No finalzinho da sessão da Bovespa, o documento foi divulgado e confirmou que são grandes as chances de elevação das taxas dos Fed funds em dezembro. Além disso, mostrou que a maior parte dos dirigentes concorda que é apropriado elevar os juros "gradualmente". Às 17h12min, o Dow Jones tinha valorização de 1,13%, o S&P subia 1,21%, e o Nasdaq, 1,35%.
Dólar tem terceira sessão seguida de queda
Bovespa completou sua terceira sessão consecutiva de alta nesta quarta-feira