Esta foi a terceira sessão seguida em que a moeda teve aumento de seus índices. No começo, a cotação caiu com as atuações seguidas do BC. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu US$ 4,49 bilhões em leilões de swap cambial tradicional (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) depois que o dólar chegou a R$ 2,1832, na máxima do dia.
Depois das operações do BC, o dólar chegou a cair a R$ 2,1605, por volta das 13h20. No entanto, a cotação voltou a subir nas horas seguintes, até se aproximar de R$ 2,18 no fim da sessão. Mais cedo, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que o Brasil está preparado para a alta do dólar. Segundo ele, o câmbio flutuante protege as reservas internacionais dos choques externos. Tombini ressaltou que a pressão sobre o dólar se intensificou com a reunião do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano.
Os diretores do Fed discutem se retiram os estímulos monetários que sustentaram os Estados Unidos nos últimos anos por causa da recuperação da economia do país. Com menos dólares em circulação, a moeda deverá ficar mais cara em todo o planeta.