O dólar fechou em baixa pela segunda sessão consecutiva nesta segunda-feira, acumulando, ante o real, desvalorização de 4,37% neste período. O desempenho foi determinado pelo exterior, onde a moeda norte-americana perdeu valor de forma generalizada, afetada pelas apostas de que o Federal Reserve deverá subir o juro nos EUA somente no segundo semestre.
O dólar à vista no balcão encerrou em R$ 3,1510 (-2,66%), o menor patamar desde o último dia 11 (R$ 3,1250). Oscilou da máxima de R$ 3,2160 (-0,65%) à mínima de R$ 3,1500 (-2,69%). Às 16h37min, o volume no mercado à vista era de US$ 809 milhões aproximadamente, sendo US$ 786 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para abril cedia 2,67%, a R$ 3,1570.
A percepção de que o Fed não deverá mexer nas taxas dos Fed Funds nas próximas reuniões e, quando o fizer, será de forma bastante cautelosa, vem provocando a queda do dólar ante as principais moedas desde a divulgação do comunicado da reunião do BC norte-americano na última quarta-feira. Hoje, a expectativa de que a retirada da política monetária do modo acomodatício será feita com cuidado foi reforçada após declarações do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer.
No Brasil, o recuo do dólar ante o real foi mais acentuado do que as demais divisas emergentes porque recentemente o real vinha sendo comparativamente bem mais castigado. Operadores destacaram ainda que, nos últimos dias, tem ajudado a moeda brasileira um movimento gradual de redução de posições compradas em dólar no mercado futuro.
Em baixa, dólar fecha cotado a R$ 3,15
Desempenho foi determinado pelo exterior, onde a moeda perdeu valor de forma generalizada