Economia

Em greve, servidores do INSS montam piquete em frente ao prédio da Previdência Social em Canoas

Principal reivindicação da categoria e motivo da deflagração do movimento paredista é a exigência do cumprimento do acordo de greve feito em 2022

Servidores querem reconhecimento da carreira finalística e recomposição salarial
Servidores querem reconhecimento da carreira finalística e recomposição salarial Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em greve desde o dia 16 de julho, realizaram uma mobilização nesta sexta-feira, em frente ao prédio da agência da Previdência Social em Canoas, com piquete, vigília e carro de som. A ideia foi chamar atenção do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, buscando abrir uma mesa de negociação com o governo federal junto a pauta de reivindicações da categoria. Além disso, o protesto foi uma forma de Lupi se explicar diante da declaração que fez dias atrás quando se referiu “que os servidores do teletrabalho do INSS estão em greve há quatro anos”, dando a entender que esses servidores não trabalham por estarem em trabalho remoto.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, do Trabalho e da Previdência do Rio Grande do Sul (SindisprevRS), Alex Brião, explica que a principal reivindicação da categoria e motivo da deflagração da greve é a exigência do cumprimento do acordo de greve feito em 2022. “O reconhecimento da nossa carreira como típica do Estado ou carreira finalística. Ou seja, uma carreira essencial ao Estado Brasileiro em relação a política pública da previdência social. A questão da exigência do nível de acesso ao técnico de seguro social, que é um dos cargos dessa carreira. Atualmente é de nível médio e a nossa reivindicação é que seja exigido uma escolaridade com nível superior em decorrência das atribuições do cargo e também lutamos pela recomposição salarial, cujas perdas já são calculadas em torno de 50% nos últimos anos.”

Brião, comenta que a fala do ministro sobre os servidores que estão em teletrabalho revoltaram a categoria. “Isso viola, inclusive, os princípios das relações de trabalho no serviço público. Queremos aproveitar a presença dele aqui para cobrar que o governo cumpra o que ficou acordado em 2022.” O diretor do SindisprevRS estima que atualmente em torno de 30% a 40% dos servidores estejam atuando no trabalho remoto.

O ministro Carlos Lupi não comentou sobre a questão do teletrabalho e disse que as reivindicações da categoria devem ser discutidas com o Ministério da Gestão. “Hoje o governo tem o Ministério da Gestão como o grande intermediário de todas as reivindicações dos servidores públicos, mas nós estamos com os canais abertos, vamos dialogar e tentar encontrar um caminho. É direito deles se manifestarem e de fazerem a greve. Vamos encontrar uma proposta em comum para levar para o Ministério da Gestão”, disse Lupi.

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