Artigos como perfumes, cosméticos, eletroeletrônicos e câmeras digitais, além de tênis, cobertores e bebidas, como licores, vinhos chilenos e uísques escoceses estão na lista dos mais vendidos em Rivera. Com a acentuada queda no dólar nos últimos dias, o movimento cresceu ainda mais.
Porém, alguns comerciantes uruguaios, para elevar o lucro, começaram adotar a prática da majoração no preço em suas lojas para disfarçar a queda na cotação do dólar. Alguns importados, principalmente bebidas, eletroeletrônicos e artigos de confecções que deveriam ter seus preços reduzidos nas prateleiras ficaram até 20% mais caros em algumas lojas.
Ainda assim, os consumidores saem, na sua maioria, satisfeitos da fronteira, levando grandes volumes de mercadorias. As reclamações ficam concentradas para as filas. Só um funcionário público santa-mariense disse que enfrentou três no mesmo local. “Esperemos para entrar na loja, para pagar e depois uma outra fila para retirar a mercadoria. É muita espera, mesmo assim valeu a pena. Os calçados para a gurizada comprados aqui custam menos e duram mais”, afirmou ele, que estava acompanhado de dois filhos.
Receita Federal aumenta fiscalização
A Receita Federal intensificou nos últimos dias as ações de fiscalização e repressão nas rodovias de acesso à fronteira. Na região do Chuí, na última terça-feira, fiscais apreenderam munição calibre 22 de origem tcheca vendidas pelas lojas uruguaias. Houve também de apreensões de perfumes, agrotóxicos e mais de 23 mil mídias (CDs e DVDs) que ingressariam no país através da fronteira com o Uruguai.