A expansão das energias renováveis também tem transformado o setor automotivo. Expostos durante o 6º Fórum de Energias Renováveis, os modelos Spark EUV e Captiva EV, da Chevrolet, simbolizam uma mudança no comportamento dos consumidores e o avanço dos veículos elétricos no mercado brasileiro.
Segundo Bruno Guedes, especialista em veículos elétricos da Sinoscar, “antes existia um tabu em torno dos carros elétricos, especialmente relacionado às baterias e à autonomia”. “Hoje, o consumidor está mais informado e busca esse tipo de veículo justamente pelos benefícios que ele oferece”, afirma. Além disso, os dois modelos estão entre os mais procurados atualmente na concessionária. Para Guedes, o interesse crescente acompanha uma mudança na percepção do público sobre a tecnologia.
Entre os principais atrativos, estão a economia no uso diário e a redução dos custos de manutenção. De acordo com o especialista, um veículo elétrico possui aproximadamente 7 mil componentes a menos do que um automóvel a combustão, eliminando itens como óleo lubrificante, filtros e correias, o que reduz significativamente a necessidade de revisões e substituições de peças.
A economia também aparece no abastecimento. Conforme Guedes, uma carga completa do Spark EUV realizada em casa custa entre R$ 35 e R$ 40, valor consideravelmente inferior ao gasto para encher o tanque de um veículo convencional.
Outro fator que impulsiona a migração das famílias para os modelos elétricos é o pacote tecnológico embarcado. Os veículos contam com recursos avançados de assistência à condução, sistemas de segurança e conectividade que, muitas vezes, não estão disponíveis em modelos equivalentes movidos a combustão.
No caso do Spark EUV, um dos destaques é o conjunto de tecnologias voltadas à segurança. O modelo dispõe de frenagem automática de emergência para pedestres, ciclistas e veículos, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa, correção ativa de trajetória, câmera com visão 360 graus e controle adaptativo de velocidade. O veículo também oferece três modos de condução: Eco, Padrão e Esportivo. Essas opções permitem que o motorista escolha entre maior eficiência energética ou desempenho. Outro recurso é o sistema de regeneração de energia, que aproveita desacelerações e descidas para recuperar parte da carga da bateria e ampliar a autonomia.
Segundo o especialista, embora a autonomia homologada pelo Inmetro seja de 260 quilômetros em condições rodoviárias, o desempenho real pode ser superior, variando entre 320 e 350 quilômetros, a depender do estilo de condução e das condições de uso.
Em carregadores ultrarrápidos, instalados em rodovias e eletropostos, o abastecimento pode ser realizado em cerca de 25 a 35 minutos. Já nas residências, o tempo varia entre quatro e dez horas, conforme o tipo de equipamento utilizado. Embora a garantia oferecida pela fabricante seja de oito anos, a expectativa de vida útil do componente pode chegar a até três décadas. Os veículos contam ainda com garantia de fábrica de três anos. Para Guedes, a tendência é de crescimento contínuo na eletrificação.
“Cada vez mais famílias estão percebendo que o carro elétrico reúne economia, tecnologia, conforto e sustentabilidade em um único produto”, avalia.
O Fórum de Energias Renováveis é realizado pelo Correio do Povo e pelo Sindienergia-RS. O evento tem patrocínio de Corsan, BRDE, Senar, Sulgás e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio do CIEE-RS.
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*Sob supervisão da jornalista Letícia Heinzelmann