Economia

Federação diz não haver indicação de greve dos caminhoneiros no RS

Associação nacional do segmento já havia negado paralisação do setor, que estaria sendo aludida devido à alta do diesel, combustível sob subvenção

Alta nos combustíveis tensiona discussões sobre possível paralisação de caminhoneiros
Alta nos combustíveis tensiona discussões sobre possível paralisação de caminhoneiros Foto : Camila Cunha

Não há risco por ora de greve de caminhoneiros autônomos ou vinculados a empresas no Rio Grande do Sul, informou o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS (Fecam RS), André Luiz Costa. “Não há nada que indique este movimento, além de algumas publicações nos grupos de WhatsApp”, salientou ele.

A reportagem não conseguiu contato com a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abrava), porém sabe-se que seu presidente, Wallace Landim, o Chorão, negou tais paralisações, inicialmente aludidas por supostas convocações para esta quinta-feira. Em ao menos duas outras oportunidades neste ano, houve atos de caminhoneiros, especialmente antes da aprovação da chamada MP do Frete, que estabelece um piso de custo mínimo para as operações de logística, regulamentando empresas na contratação de caminhoneiros para a realização do transporte rodoviário de cargas.

Depois, tanto quanto agora, queixas mais específicas, como o alto preço do diesel, além de valores mais altos para o mínimo do próprio frete, apareciam nas mobilizações dos profissionais. Por ora, a subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel está mantida até o final de novembro, após o governo federal publicar portaria no Diário Oficial da União (DOU), com o impacto fiscal compensado por receitas extraordinárias provenientes do petróleo.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a renovação poderá ser novamente prorrogada conforme a evolução do mercado internacional de combustíveis, sendo que a atual, ainda conforme o Planalto, considera a volatilidade do setor diante de conflitos geopolíticos, como as guerras dos Estados Unidos com o Irã, além da Rússia com a Ucrânia, que impulsionam o preço do combustível em escala global.

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