Desmistificar o conceito de economia criativa e estimular o conhecimento e adesão de consumidores e empreendedores é o objetivo da primeira edição do Festival Vértice de Economia Criativa. O evento gratuito, que segue até 20h na Casa de Cultura Mario Quintana, tem realização da Trilha de Empreendedores e do Núcleo de Economia Criativa da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA).
Do artesanato à tecnologia, a programação conta com palestras, workshops práticos, talk shows com especialistas, desfiles de moda autoral, exposição fotográfica itinerante, tour pelo Centro Histórico e atividades infantis. Há, também, feiras e exposições inclusivas. Em frente à CCMQ, a feira Coletivo de Rua integra-se ao festival, com expositores de artesanato, moda e outros produtos autorais.
Pela manhã, os destaques da programação envolveram palestras sobre sustentabilidade financeira, moda, etarismo e inteligência artificial. O evento ainda oferece oficinas de design gráfico, crochê e desenho para crianças.
Adriana Ilha, coordenadora do Núcleo de Economia Criativa da ACPA, destacou que a economia criativa é a terceira que mais cresce no mundo, e representa quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. O festival, ela explica, quer fazer com que mais pessoas conheçam sobre a economia criativa.
“A gente trabalha com isso, tem interesse no tema, mas, conversando com as pessoas, a gente vê que não sabem o que é economia criativa. E Porto Alegre é super rica, e o Rio Grande do Sul como um todo, pela própria cultura, pela sua história e outras questões que a gente pode aproveitar para que economicamente se fortaleça”, diz.
- Acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA será assinado no dia 16
- Menos da metade das empresas gaúchas efetivam recadastramento anual no último mês do prazo
- Dólar fecha a R$ 5,35, menor nível desde junho de 2024
Filipe Tisbierek, responsável pela Trilha de Empreendedores e secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Porto Alegre, afirmou que a prefeitura tem planos de transformar o Centro Histórico em um polo de economia criativa, com incentivos fiscais e reforços. Também destacou a importância de estimular eventos e iniciativas para fomentar o giro da economia. “É para desmistificar que economia criativa tem toda sua relevância, importância, mas não é só artesanato. A gente tem muitas inovações, tecnologia, e todas as frentes que tem a economia criativa são importantes”, afirmou.