Economia

Haddad dá prazo para definir medidas alternativas ao aumento do IOF

Ministro deverá se reunir nesta terça com Lula para decidir medidas

Ministro irá se reunir com Lula para elaborar pacote de medidas
Ministro irá se reunir com Lula para elaborar pacote de medidas Foto : Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda

Pelo segundo dia consecutivo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu novas explicações sobre a questão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na sua manifestação, ele deixou claro que buscará ainda nesta terça-feira uma definição sobre o pacote de aumento da arrecadação. A iniciativa deverá incluir a elaboração de uma proposta de emenda constitucional e um projeto de lei. A expectativa é de que até as 15h de hoje tudo esteja definido.

"Este pacote prevê pelo menos uma proposta de emenda constitucional e um projeto de lei relativamente amplo. Talvez eu possa precisar de uma medida provisória para determinadas correções que possa fazer, mas isso não está decidido ainda”, explicou Haddad a jornalistas.

O ministro está com curto prazo para decidir as medidas do pacote, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá viajar à França para uma visita de Estado, algo que não é realizado há 13 anos. Em território francês, Lula deverá fazer ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, uma declaração conjunta sobre o clima.

"Nós conseguimos com dois técnicos apresentar ponto por ponto aquilo que tinha sido sugerido pelos parlamentares, entre eles os presidentes do Senado e da Câmara, já com uma estimativa de impacto benéfico das contas públicas com um ponto de vista estrutural, ou seja, com efeito duradouro”, colocou.

Haddad reiterou a necessidade de mudanças significativas. “Para garantir um ambiente político de qualidade, nós precisamos de reformas estruturais. O Congresso pediu, a Fazenda organizou, apresentou. Obviamente, isso vai depender agora de uma avaliação dos partidos políticos, mas só o fato de nós termos o aval dos presidentes das duas Casas já é uma coisa muito significativa”, disse. Haddad avaliou que as medidas são tecnicamente robustas e estão politicamente amparadas, e isso permitirá que o Congresso avance em temas que precisam ser discutidos, sem detalhar.

Questionado se as ações incluiriam mudanças nos pisos de saúde e educação e desvinculação do salário mínimo, Haddad disse que, por protocolo, ele não poderia adiantar nada sem conversar com Lula. "Eu tenho que informar quando a decisão estiver tomada. Eu vejo circular muitas notícias que não têm correspondência, às vezes, com o que está sendo discutido. Tem muita gente no mercado que fica especulando, e não é bom especular sobre temas sérios”, disse.

O ministro ainda esclareceu que essas medidas não incluem o pacote de ações aventado pelo Ministério de Minas e Energia, que somaria R$ 35 bilhões. Segundo Haddad, já há uma lei em tramitação no Congresso que abarca esse tema - o leilão da PPSA - e pelo menos metade do valor anunciado já está contabilizado no orçamento deste ano.

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Haddad classificou o pacote com um plano de voo. “Esse ‘plano de voo’ está bom, acredito que até superior ao que fizemos no ano passado. Acredito até que o pacote dará uma estabilidade para as contas do próximo período (ano)”, acrescentou.

Com informações da Agência Estado

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