Economia

Haddad diz esperar que proposta de taxação dos super-ricos seja aprovada

Encontro ocorrerá no fim deste ano, no Rio de Janeiro

Haddad afirma esperar aprovação de taxação de super-ricos
Haddad afirma esperar aprovação de taxação de super-ricos Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 12, esperar que a proposta de taxação dos super-ricos seja aprovada na cúpula de chefes de Estado do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, que ocorrerá no fim deste ano, no Rio de Janeiro.

Ele afirmou que criar essa taxação não é simples e exige coordenação entre os países. "Houve tentativas nesse sentido que não deram o resultado esperado", disse Haddad, mencionando problemas de evasão fiscal quando esse imposto é criado em apenas um país.

"Nós levamos para o G20 para que esse imposto sobre riqueza seja um tributo cobrado internacionalmente." No programa "Bom dia, ministro", da EBC, o ministro afirmou que o Brasil teve um "grande mérito" ao levar a proposta de taxação de super-ricos ao G20.

Política cambial

Haddad elogiou a condução da política cambial que vem sendo feita pelo Banco Central, destacando a "parcimônia" da autoridade monetária. Intervenções no mercado de câmbio são decididas pela diretoria colegiada, mas estão diretamente sob responsabilidade do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, que foi secretário-executivo da Fazenda na gestão Haddad.

"Nós temos um sistema de câmbio flutuante no Brasil e você pode fazer intervenções tópicas quando isso exige. O Banco Central tem liberdade para fazer essas intervenções quando são necessárias. Tem feito muito pouco, e tem que ser parcimonioso mesmo nisso", disse Haddad.

Haddad citou "várias frustrações" no mundo todo como uma razão para a escalada do dólar frente ao real, incluindo a mudança das expectativas sobre os juros americanos, a mudança da política monetária japonesa e a desaceleração da China, com queda dos preços de commodities.

Afirmou, também, que fatores domésticos têm impacto na moeda, citando a criação de despesas em governos anteriores. "Nós temos um desafio externo, temos um desafio interno, mas eu acredito que as coisas comecem a melhorar a partir desse mês", disse.

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Desoneração

Haddad disse que o problema metodológico apontado pelo Banco Central no projeto de lei que compensa a desoneração da folha de pagamentos "ficou bem resolvido". O texto-base da medida foi aprovado no final da noite desta quarta-feira, 11, pela Câmara, mas os destaques ainda têm de ser votados. "Nós construímos uma redação que nos parece atender à demanda do Banco Central e, ao mesmo tempo, atender o desejo do Senado de compensar", disse.

O ministro lembrou que o PL da compensação não foi feito pelo governo, mas pelo Congresso, e disse que a Fazenda fez uma engenharia delicada como coadjuvante no projeto. Assim que a medida for sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Fazenda fará a regulamentação e será possível medir os seus impactos, ele disse.

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