Economia

Humanização da tecnologia e experiências do SXSW são apresentadas em evento da ACPA em Porto Alegre

Bom Dia, Associado desta quinta-feira teve a presença do sócio e CEO da empresa Global AD, Vinícius Ghise

Em mais uma edição do Bom Dia Associado da ACPA, Vinícius Ghise, sócio e CEO da Global AD, apresenta painel sobre o evento SXSW
Em mais uma edição do Bom Dia Associado da ACPA, Vinícius Ghise, sócio e CEO da Global AD, apresenta painel sobre o evento SXSW Foto : Camila Cunha

A Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) promoveu, nesta quinta-feira, no Salão Nobre do Palácio do Comércio, no Centro Histórico da Capital, mais uma edição do Bom Dia, Associado. A palestra foi do jornalista Vinícius Ghise, sócio e CEO da empresa Global AD, que dissertou a respeito de suas experiências no evento South by Southwest, encerrado nesta semana em Austin, nos Estados Unidos.

O encontro também relembrou os 40 anos do SXSW, considerado um dos maiores palcos globais de inovação. Para Ghise, o debate atual não é mais sobre como utilizar a tecnologia para fazer as mesmas tarefas de maneira mais rápida, mas sim repensar e reestruturar a forma como trabalhamos e criamos. “Um dos grandes debates sobre a inteligência artificial atualmente, é sobre como podemos repensar o jeito de fazer as coisas levando em consideração o aspecto humano”, comentou ele.

Para o profissional, vivemos hoje a era do individualismo, com uma profusão de experiências individuais, porém esta solidão pode trazer malefícios, ainda a serem corroborados por estudos futuros, e desta maneira, as experiências coletivas recebem um valor inestimável. Também na visão de Ghise, o varejo e especialmente os pequenos negócios podem se beneficiar destas ativações, fazendo com que o aspecto tecnológico seja um meio para que haja encontros.

“Inclusive em uma palestra do cineasta Steven Spielberg, ele citou haver sentimentos que são despertados na sala de cinema, não na sala de estar”, comentou. A IA também seria, na opinião do empreendedor, mais uma camada de tecnologia para sedimentar estas etapas da jornada do consumidor, à medida em que se conecta com outros conceitos consolidados de marketing.

Por exemplo, a inteligência artificial pode ser um complemento para uma pessoa utilizar a Internet a fim de pesquisar sobre um produto, se tornando “especialista” no mesmo muito antes de falar com um vendedor. “Acredito que as pessoas vão começar a abstrair estas tecnologias, que por sua vez começarão a ser mais normalizadas, porém estamos lidando ainda com algo muito novo, e é preciso compreender bem sobre ela”, salientou Ghise.

A conselheira superior do Conselho Fiscal da ACPA, Lorilene Quevedo, disse haver um verdadeiro “encantamento com a tecnologia, que está sendo substituído gradualmente pela percepção do impacto real da mesma. “Hoje, o mercado já não se pergunta mais: ‘o que a tecnologia faz?’, e sim: ‘qual problema real isso resolve?’. Essa mudança de chave é profunda e irreversível. O diferencial está em como utilizamos essa tecnologia de forma estratégica, responsável e, acima de tudo, humana”, comentou ela. “Nesse novo cenário, marcas e profissionais passam a ser avaliados por pilares muito mais consistentes: reputação, responsabilidade e ética. Não basta inovar, é preciso sustentar essa inovação com confiança”, acrescentou.

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