Economia

Índia vai superar o Japão e será 4ª maior economia, prevê FMI

Projeções indicam que país alcançará PIB de US$ 4,52 trilhões em 2027, impulsionado por crescimento robusto e solidez fiscal

Centro de Convenções Nacional Queen Sirikit (QSNCC), onde estão sendo realizadas em Bangcoc, em 14 de outubro de 2026, as Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial (GBM)
Centro de Convenções Nacional Queen Sirikit (QSNCC), onde estão sendo realizadas em Bangcoc, em 14 de outubro de 2026, as Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial (GBM) Foto : ANTHONY WALLACE / AFP

A Índia está na trajetória para se tornar a quarta maior economia do mundo em 2027, superando o Japão, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentadas nesta quinta-feira (15). O FMI indicou que o Japão permanecerá neste ano como o quarto maior país em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas em 2027 a previsão aponta que a Índia ocupará seu lugar, com um PIB que alcançará 4,52 trilhões de dólares (22,8 trilhões de reais).

O Japão cairá para a sexta posição no próximo ano, atrás da Índia e também do Reino Unido, de acordo com as projeções do Fundo. A Índia registrou um crescimento robusto nos últimos anos, apesar das turbulências comerciais e geopolíticas globais.

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O FMI elevou nesta semana sua previsão de crescimento para o país em 2026, que deve alcançar 7%. O Japão, por sua vez, enfrenta os efeitos de uma população cada vez mais idosa, além de outros fatores que contribuem para a estagnação de sua economia.

Este ano o PIB do arquipélago deve crescer apenas 0,7%. A maior economia do planeta é a dos Estados Unidos, seguida pela China e pela Alemanha.

Ao divulgar as perspectivas para a Ásia-Pacífico nesta quinta-feira, o diretor regional do FMI, Krishna Srinivasan, ressaltou que a Índia entrou com uma posição de força na atual crise energética provocada pela ofensiva israelense-americana contra o Irã. "A Índia chegou até aqui com uma base muito sólida", destacou.

"O crescimento tem sido forte, a prudência fiscal foi protegida e o país tinha muitas reservas. Neste sentido, responderam bem ao choque", explicou.

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