Economia

Indústria: RS lidera crescimento com 4,8% em setembro, enquanto média nacional recua 0,4%

Produção de alimentos, máquinas e equipamentos, produtos do fumo e veículos automotores, reboques e carrocerias puxou alta

Produção de alimentos foi um dos setores que puxou alta da indústria no RS
Produção de alimentos foi um dos setores que puxou alta da indústria no RS Foto : Irga / Divulgação / CP

Em contraste com a média nacional, o setor industrial do Rio Grande do Sul apresentou crescimento 4,8% em setembro, em relação ao mês de agosto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

Já a produção industrial nacional sofreu uma variação negativa de -0,4%. A performance do estado, ao lado de outros como Amazonas (9,0%) e Espírito Santo (4,6%), ajudou a amortecer a queda causada por recuos registrados no Paraná (-6,9%), Bahia (-4,7%) e Rio de Janeiro (-4,3%). Outros três locais também apresentaram queda :Pará (-1,4%), São Paulo (-0,4%) e Região Nordeste (-0,1%).

Crescimento no RS

É o terceiro mês consecutivo de crescimento na produção, acumulando um expressivo avanço de 10,7% neste período. O estado liderou o avanço na média móvel trimestral encerrada em setembro, com uma variação positiva de 3,5%, indicando uma tendência favorável de curto prazo.

Impulso Anual e Setorial

Na comparação com setembro de 2024, a força da indústria gaúcha se torna ainda mais evidente. O RS registrou um avanço de 10,6%, um dos três resultados de dois dígitos e significativamente superior à média nacional de 2,0%.

Este forte desempenho interanual foi impulsionado por setores-chave:

Produtos alimentícios

Máquinas e equipamentos

Produtos do fumo

Veículos automotores, reboques e carrocerias

Indústria Nacional

Apesar da queda mensal, a indústria avançou 2,0% na comparação com setembro de 2024 (série sem ajuste), impulsionada por 14 dos 18 locais pesquisados.

De janeiro a setembro de 2025, a produção nacional cresceu 1,0%. O Espírito Santo (7,5%), o Pará (4,9%) e o Rio de Janeiro (4,1%) lideraram, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas.

Alerta de Ritmo: Contudo, a comparação entre o segundo e terceiro trimestres de 2025 revelou que 9 dos 18 locais mostraram perda de dinamismo, com a taxa nacional caindo de 0,6% para 0,5%, sugerindo que a recuperação industrial permanece frágil e desigual no território brasileiro.

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