"Câmbio volátil é um problema para alguns setores", destacou. "O câmbio atual é bem visto pela indústria", apontou, e disse que o "novo câmbio torna o setor produtivo brasileiro mais competitivo".
Ele citou que alguns setores da indústria já estão exportando mais e deu como exemplo o segmento automobilístico, que elevou em 20% suas vendas externas no primeiro semestre. "Não sei dizer para onde vai o câmbio", afirmou, ao responder se o atual patamar, ao redor de R$ 2,30, é avaliado por ele como confortável.
"Esse câmbio não é definitivo. O momento é de volatilidade. Vamos esperar que o câmbio tenha um patamar mais estabilizado", apontou. Mesmo assim, ele disse que o governo "tem muitas armas" para enfrentar essa volatilidade cambial. "Temos reservas muito elevadas, são US$ 372 bilhões, US$ 373 bilhões", disse. "Podemos ter intervenção de swap do BC e temos várias outras armas que podemos utilizar", comentou, sem especificá-las.