O Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou um ofício pedindo que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) tome providências necessárias contra práticas alegadamente abusivas de preços no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, com referência ao resultado do leilão da Petrobras realizado no último dia 31. As providências são solicitadas à Senacon, mas o Ministério da Fazenda também foi acionado no despacho.
O documento cita "leilões mais recentes" com ágios que superam os 100% do preço normalmente praticado nos contratos de fornecimento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou hoje, em entrevista à TV Record da Bahia, que vai anular o certame realizado pela Petrobras na última terça-feira.
"As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: não vamos aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras. Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra", disse Lula. O leilão foi realizado para a venda de 70 mil toneladas de GLP, com o aumento da demanda industrial.
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"Tem causado preocupação à política energética nacional ... a adoção, por agentes econômicos fornecedores de GLP no mercado nacional, de mecanismos de oferta do produto que têm ocasionado encarecimento substancial do combustível e potenciais realocações logísticas", diz o documento da Pasta de Alexandre Silveira. O ofício também menciona eventuais impactos sobre o programa Gás do Povo, que disponibiliza gratuitamente botijões de 13 quilos para famílias de baixa renda. Isso porque há pressão por correção dos preços de referência praticados neste programa.