O motorista Paulo Pereira, que trabalha com fretes, se disse surpreendido pelo valor cobrado no local. “Há pelo menos 15 dias paguei R$ 2,67 o litro. E hoje é esse absurdo cobrado pelos postos”, lamenta. A funcionária pública Sandra Goulart disse que não acredita que o produto esteja faltando. “Querem aumentar o preço da gasolina e utilizam o argumento que os navios não conseguem atracar em Tramandaí”, reclama. Para ela, é um absurdo o consumido ter que pagar R$ 2,999 pelo litro do combustível.
No posto da Redenção, o litro da gasolina aditivada, que também está em falta, custava R$ 2,899 e a comum R$ 2,699. A previsão dos funcionários do posto BR é que o produto chegue no final da tarde de hoje. No posto Firense, na avenida Santana, abastecido pela Ipiranga, o preço da aditivada era de R$ 2,799 e da comum R$ 2,759. O proprietário Roberto Borges informou que a aditivada estava em falta e de que a previsão é que o produto chegue à tarde ao posto.
Ainda não existe uma definição sobre a redução dos preços da gasolina nos postos de combustíveis no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro), Adão Oliveira, o reajuste ocorreu devido ao atraso do descarregamento de combustíveis em Tramandaí, que faz a condução do produto à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas.
O presidente do Sulpetro informa que os preços devem demorar a sofrer redução em função de os estoques de combustível ainda existirem nos tanques dos varejistas. Segundo ele, em quatro ou cinco dias deverá estar normalizado o abastecimento. Levantamento da Sulpetro aponta a falta do produto em alguns postos de Porto Alegre e nos municípios de Campo Bom, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo Canoas e Santa Cruz do Sul.