Economia

Motoristas se surpreendem com alta do preço da gasolina

Escassez do combustível aditivado contribuiu para reajuste do produto comum, vendido por até R$ 2,799 o litro

Postos enfrentam falta de combustíveis
Postos enfrentam falta de combustíveis Foto : Arthur Puls
O preço da gasolina nos postos de combustíveis de Porto Alegre assustou os motoristas. Nesta segunda-feira, dos três locais pesquisados pela reportagem do Correio do Povo, apenas um tinha gasolina aditivada: o posto Ipiranga da avenida Loureiro da Silva, que cobra R$ 2,999 o litro. Com a escassez da aditivada, a procura pela gasolina comum aumentou, e o preço também sofreu reajuste: R$ 2,799 o litro.

O motorista Paulo Pereira, que trabalha com fretes, se disse surpreendido pelo valor cobrado no local. “Há pelo menos 15 dias paguei R$ 2,67 o litro. E hoje é esse absurdo cobrado pelos postos”, lamenta. A funcionária pública Sandra Goulart disse que não acredita que o produto esteja faltando. “Querem aumentar o preço da gasolina e utilizam o argumento que os navios não conseguem atracar em Tramandaí”, reclama. Para ela, é um absurdo o consumido ter que pagar R$ 2,999 pelo litro do combustível.

No posto da Redenção, o litro da gasolina aditivada, que também está em falta, custava R$ 2,899 e a comum R$ 2,699. A previsão dos funcionários do posto BR é que o produto chegue no final da tarde de hoje. No posto Firense, na avenida Santana, abastecido pela Ipiranga, o preço da aditivada era de R$ 2,799 e da comum R$ 2,759. O proprietário Roberto Borges informou que a aditivada estava em falta e de que a previsão é que o produto chegue à tarde ao posto.

Ainda não existe uma definição sobre a redução dos preços da gasolina nos postos de combustíveis no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro), Adão Oliveira, o reajuste ocorreu devido ao atraso do descarregamento de combustíveis em Tramandaí, que faz a condução do produto à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas.

O presidente do Sulpetro informa que os preços devem demorar a sofrer redução em função de os estoques de combustível ainda existirem nos tanques dos varejistas. Segundo ele, em quatro ou cinco dias deverá estar normalizado o abastecimento. Levantamento da Sulpetro aponta a falta do produto em alguns postos de Porto Alegre e nos municípios de Campo Bom, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo Canoas e Santa Cruz do Sul.

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