A gerente de um posto na avenida Voluntários da Pátria, que não quis se identificar, contou que esperava receber 10 mil litros de gasolina na sexta-feira, mas até a manhã de hoje a remessa ainda não chegou. “Costumamos receber essa quantidade um dia sim, um dia não. A sorte é que a maioria dos carros são total flex e temos bastante álcool”, afirmou. Segundo ela, até agora a gasolina não chegou a faltar, mas se o produto não vier, o estabelecimento pode não conseguir atender os clientes.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), Fernando Maia, disse que as embarcações já estão operando normalmente em Tramandaí e descarregando o petróleo. No entanto, o produto bruto é levado para a Refinaria Alberto Parqualini (Refap) e o tempo para transformá-lo em derivado é o que está atrasando a entrega. “O fornecimento deve se regularizar em dois ou três dias”, explicou. Esse é o mesmo motivo de estar faltando até mesmo óleo diesel em alguns postos.
A Petrobras informou que a falta de combustível atinge também o Amapá. A empresa destacou que, desde quarta-feira, a melhoria das condições climáticas na região do Terminal Marítimo de Tramandaí já permitiu que os navios da Transpetro descarregassem a matéria prima.
Conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis no Estado, a Capital tem 276 postos e, em todo o Estado, são 3.131. A estimativa era de que 38 postos de Porto Alegre tenham ficado sem gasolina.