Economia

Oportunidades no mercado segurador e capitalização são discutidas durante almoço em Porto Alegre

Bate-papo foi promovido por sindicato, federação e confederação do segmento no Hotel Deville

O SindsegRS, a CNseg, e a FenaCap apresentam os resultados recentes do setor de capitalização | Ederson Daronco, presidente do Sindicato das Seguradoras do RS (Sindseg RS)
O SindsegRS, a CNseg, e a FenaCap apresentam os resultados recentes do setor de capitalização | Ederson Daronco, presidente do Sindicato das Seguradoras do RS (Sindseg RS) Foto : Camila Cunha

As oportunidades no setor de seguros no Rio Grande do Sul foram discutidas no Almoço do Mercado Segurador, promovido nesta quarta-feira pelo Sindicato das Seguradoras do RS (SindsegRS), Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) no Hotel Deville, em Porto Alegre.

O evento ocorre semestralmente, e, na pauta da edição atual, questões relativas às mudanças climáticas, a participação na COP 30, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como as novidades no segmento. Além do almoço, houve um bate-papo com a participação de Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, e Natanael Castro, diretor-executivo da FenaCap.

Segundo Natanael, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) constituiu, neste ano, um grupo de trabalho para tratar do Seguros Catástrofe, de forma a como o setor securitário pode auxiliar o país na prevenção e atuação em casos de tragédias naturais. “A confederação, como um todo, está muito engajada neste propósito e buscando dar mais segurança para dar mais segurança aos indivíduos e empresas”, disse ele, acrescentando que a capitalização pode também induzir o comportamento para a aquisição de seguros contra catástrofes.

Somente no primeiro semestre de 2025, as receitas acumuladas do setor no Rio Grande do Sul subiram 28% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,5 bilhão. O aumento é mais do que o dobro do registrado no contexto do país, que teve aumento de 12%, para R$ 16,9 bilhões. Os resgates no RS cresceram 12%, para R$ 977 milhões, enquanto no Brasil, aumentaram 1,7%, para R$ 12,2 bilhões.

“A capitalização é muito mais do que víamos há algumas décadas, com mudanças, inclusive pleiteando ao órgão regulador mais inovações, para evoluirmos de forma constante”, comentou ele. Já o presidente do SindsegRS, que abrange 16 companhias associadas no Estado, Ederson Daronco, disse que o setor é um fornecedor essencial de soluções. Enquanto as enchentes deixaram um prejuízo de R$ 110 bilhões no Rio Grande do Sul, o mercado segurador cobriu somente R$ 7 bilhões, deixando margem para oportunidades.

“A procura pelo seguro, em si, foi ampliada, independente da linha que falarmos. Tivemos uma procura maior (após as inundações) e muita atualização daquilo que havia de seguros já contratados. Com as mudanças do mercado segurador, nós teremos uma nova frente aí, que é transmitir estes novos modelos de operação. Hoje, há cobertura para celulares, para bicicletas, para vida, automóveis, empresas e frotas”, comentou Daronco.

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