Ainda de acordo com o comunicado, esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo, que vem apontado um novo patamar. Mais cedo, o Ministério da Fazenda anunciou que o governo vai reduzir, também a partir de 1º de novembro, as alíquotas da Cide sobre gasolina e óleo diesel. No caso da gasolina, a tarifa passará de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro. Para o óleo diesel, a cobrança cairá de R$ 0,07 por litro para R$ 0,047 por litro.
"O objetivo é amenizar flutuações dos preços internacionais do petróleo, além de garantir a manutenção da estabilidade dos preços dos combustíveis", afirmou a Fazenda, em nota. A medida, que entra em vigor na próxima terça-feira e valerá até 30 de junho de 2012, tem custo estimado de R$ 282 milhões em 2011 e R$ 1,769 bilhão em 2012. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a queda na Cide irá amortecer o aumento de preço da gasolina e do diesel nas refinarias. Os reajustes da gasolina e do diesel não chegarão às distribuidoras nem aos postos de revenda.
Abrindo mão de parte da arrecadação do tributo, o governo federal vai impedir que o aumento chegue ao consumidor. Com isso, também evita o impacto inflacionário. A Petrobras vinha pleiteando o reajuste dos combustíveis para ajustar seus preços às cotações internacionais. A estatal, que anuncia no próximo dia 11 seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre, deve registrar uma sensível queda no lucro em relação ao segundo trimestre devido a perdas de receita decorrentes da manutenção do preço de seus principais produtos na refinaria.
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