Os trabalhadores da Petrobras entraram em greve na última segunda-feira por tempo indeterminado em todo o país. Na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, o início da paralisação aconteceu nesta terça-feira, com mobilização e vigília dos profissionais em frente aos portões da empresa.
A presidente do Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RS, Miriam Cabreira, disse que a mobilização da categoria é baseada em três eixos centrais. "A luta por um Acordo Coletivo de Trabalho forte, pela distribuição justa e mais igualitária da riqueza gerada pela Petrobras sem perdas, pois temos sérios problemas com nossos aposentados através de Planos de Equacionamento de Déficit da Petros e o terceiro eixo é o reconhecimento da pauta pelo Brasil Soberano."
Segundo Miriam, as reivindicações buscam assegurar direitos, empregos e o papel estratégico da Petrobras para o desenvolvimento e a soberania energética do país. "Desde o início da negociação, o movimento sindical atuou com o máximo de responsabilidade, buscando construir soluções e avançar em uma negociação que respondesse às necessidades da categoria e ao papel estratégico da Petrobras."
A presidente garante que durante as negociações já foi apontada uma solução plausível construída entre os quatro envolvidos: governo, empresa, sindicato e profissionais. Entretanto, a greve segue por tempo indeterminado até que a Petrobras chame Sindicato e trabalhadores para retomada das conversas e uma nova mesa de negociações seja aberta.
A greve foi aprovada em 11 de dezembro, após a realização de assembleias em consonância com o indicativo nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), aprovado nas bases dos 14 sindicatos filiados.
A PETROBRAS INFORMA QUE NÃO HÁ IMPACTO NA PRODUÇÃO
A Petrobras informa que foram registradas manifestações em unidades da companhia em virtude de movimento grevista. A Petrobras afirma que não há impacto na produção de petróleo e derivados. A empresa adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações e reforça que o abastecimento ao mercado está garantido. A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas.
A Petrobras está em processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho desde o final de agosto deste ano. No último dia 9 de dezembro a companhia apresentou sua última proposta, que contempla avanços aos principais pleitos sindicais. A Petrobras segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais.