Economia

Porto Alegre tem a quinta cesta básica mais cara do Brasil, aponta Dieese

Conforme dados de dezembro, Capital é superada por São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro e Cuiabá

Preço da carne bovina de primeira subiu em 25 das 27 capitais
Preço da carne bovina de primeira subiu em 25 das 27 capitais Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Novos dados a respeito da Cesta Básica no Brasil mostram nesta quinta-feira que Porto Alegre tem o quinto conjunto de alimentos mais caro do País. O valor na Capital é de R$ 784,22 e corresponde ao mês de dezembro. As informações são Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Porto Alegre é superada pela líder São Paulo (R$ 845,95), seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Principais variações mensais dos preços de produtos

O preço da carne bovina de primeira subiu em 25 das 27 capitais entre novembro e dezembro de 2025, com altas mais expressivas em Maceió (4,50%), Belo Horizonte (3,49%), Manaus (3,06%) e Teresina (3,01%). Houve queda em Boa Vista (-0,59%) e Curitiba (-0,06%). O aquecimento da demanda interna e externa e a oferta restrita explicaram a alta do preço da carne.

A batata, coletada apenas na região Centro-Sul, apresentou diminuição no valor médio em Porto Alegre (-3,57%), entre novembro e dezembro de 2025. Nas demais capitais, houve aumento, com destaque para Rio de Janeiro (24,10%), Belo Horizonte (21,15%) e Goiânia (17,23%). As chuvas e o fim da colheita resultaram em alta do tubérculo.

Entre novembro e dezembro de 2025, o preço da farinha de trigo, coletado no Centro-Sul, aumentou em Brasília (2,98%) e Curitiba (0,95%), e diminuiu nas demais capitais, com destaque para Vitória (-2,31%). A nova safra de trigo e a maior oferta global explicam o resultado. O preço do leite integral caiu em 22 das 27 cidades entre novembro e dezembro de 2025, com variações entre -5,61%, em Curitiba, e -0,69%, em Recife.

Em Palmas, Aracaju e Maceió, o valor não se alterou e observou-se aumento em outras duas cidades: Boa Vista (3,28%) e Macapá (0,26%). Maior oferta interna, consequência da produção no campo e das importações de derivados, fez com que os preços diminuíssem no varejo.

Cesta x salário mínimo

Em dezembro de 2025, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais foi de 98 horas e 41 minutos, pouco maior do que o registrado em novembro, quando ficou em 98 horas e 31 minutos. Já em dezembro de 2024, considerando apenas as 17 capitais, a jornada média foi de 109 horas e 29 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em dezembro de 2025, 48,49% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em novembro, 48,41% da renda líquida. Em dezembro de 2024, considerando as 17 capitais, o percentual médio ficou em 53,80%.

Veja Também

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio