Em caminho contrário ao Brasil de forma geral, que teve deflação de -0,02% em agosto, Porto Alegre registrou localmente a maior inflação no mês, com alta de 0,18%. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados hoje pelo IBGE.
O índice de 0,18% em agosto na Capital gaúcha, no entanto, fica abaixo dos 0,36% observados na cidade em julho. No ano, Porto Alegre tem elevação de 2,46% na inflação. Já nos últimos 12 meses, a subida é de 3,47%, abaixo da média nacional no período (4,24%).
Logo atrás de Porto Alegre, Brasília (0,17%) e Vitória (0,14%) têm os índices de inflação locais mais altos. Já no sentido oposto, São Luís (-0,54%), Goiânia (-0,51%) e Belém (-0,40%) possuem os menores.
Conforme o IBGE, a maior variação ocorreu em Porto Alegre com a principal influência sendo a alta da passagem aérea (21,59%). Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 29 de agosto de 2024 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de junho a 29 de julho de 2024 (base).
Índice nacional
No ano, o IPCA acumula alta de 2,85%. Nos últimos 12 meses, os 4,24% ficam abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2023, a variação havia sido de 0,23%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, dois tiveram queda e influenciaram o resultado de agosto: Habitação (-0,51%) e Alimentação e bebidas (-0,44%), que contribuíram com -0,08 pontos percentuais (p.p.) e -0,09 p.p, respectivamente. No lado das altas, o maior impacto veio de Educação (0,73% e 0,04 p.p. de contribuição). Os demais grupos ficaram entre o 0,00% de Transportes e o 0,74% de Artigos de residência.
No grupo Habitação (-0,51%), o resultado foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que passou de 1,93% em julho para -2,77% em agosto, com o retorno da bandeira tarifária verde.