Economia

Programa da Fiergs em parceria com a ONU e a OIM busca qualificar 2,4 mil migrantes refugiados na indústria

Projeto Indústria Acolhedora tem como público-alvo residentes no estado que buscam inserção produtiva e desenvolvimento de carreira, especialmente mulheres

. Uma assinatura nesta quinta-feira marcou o pacto
. Uma assinatura nesta quinta-feira marcou o pacto Foto : Ricardo Giusti

Uma parceria do sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), pretende acolher, qualificar e inserir migrantes refugiados na indústria. Uma assinatura nesta quinta-feira marcou o pacto, com a presença de autoridades como o Presidente FIERGS Cláudio Bier; Paolo Caputo, chefe de missão da OIM, e a empresária, modelo e atriz Luiza Brunet, embaixadora da OIM.

O programa, chamado Indústria Acolhedora, tem como público-alvo migrantes e refugiados residentes no estado que buscam inserção produtiva e desenvolvimento de carreira, especialmente mulheres. Para as metas do programa, entre 2025 e 2027, cerca de 2,4 mil migrantes devem ser impactados diretamente, e tem como cidades-piloto Passo Fundo, Erechim, Caxias do Sul, Vale do Taquari.

O presidente FIERGS, Cláudio Bier, destacou na cerimônia que o programa deve promover qualificação e inserção produtiva dos refugiados, para que encontrem oportunidades, realização e sucesso. “Há muitas indústrias que são gigantes hoje, que começaram com pequenos negócios familiares, fruto de um trabalho árduo, uma visão daqueles que escolheram essa região para conhecer. É com esse espírito que desenvolvemos esse programa, que promove a qualificação e a inserção produtiva de imigrantes refugiados”, diz.

"No momento em que as pessoas escolhem o Rio Grande do Sul para colocar a sua vida, o que a gente precisa fazer é buscar acolher essas pessoas e o programa Indústria Acolhedora vai nesse sentido", afirma o gerente da divisão de educação do Senai RS, Márcio Basotti.

Ele defende a importância do acolhimento de pessoas que decidem viver no Rio Grande do Sul e a importância desses grupos para potencializar a indústria local e a competitividade. "O Rio Grande do Sul, nesses desafios, principalmente da sua indústria, tem que trabalhar cada vez mais para ter uma competitividade, ser uma indústria mais produtiva, mais inovadora, que realmente consiga colocar este local como atração e principalmente de retenção de pessoas", diz.

Luiza Brunet destacou a importância do pacto para a empregabilidade de migrantes, principalmente para mulheres. "Elas podem fazer cursos profissionalizantes e recomeçar sua vida. Porque a maioria dessas mulheres são mães solos que precisam desse apoio para recomeçar suas histórias e para poder prover os seus filhos, a educação, a alimentação, uma casa para alugar, e para ter dignidade. É muito importante esse tipo de procedimento, não existe nenhum outro país do mundo".

Paolo Caputo, da OIM, destaca que acolher, qualificar e incluir são palavras essenciais para os países com migrantes refugiados. Porém, que qualificar envolve investimento, e incluir é quase impossível. "Acho que esse é o sentido profundo desta iniciativa, e que os migrantes não são um meio. A indústria não é acolhedora porque precisa de mão de obra. A indústria acolhedora precisa incluir essa mão de obra na comunidade deles, porque isso é o segredo do sucesso e do êxito. Quando o migrante faz parte da comunidade, a relação com o território e a indústria muda”, diz.

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