Economia

Programa vai oferecer até 3,5 mil vagas gratuitas de EJA profissionalizante para jovens entre 18 e 29 anos

Parceria entre Fiergs, o Sesi e o Ministério do Trabalho e Emprego vão disponibilizar 1.750 vagas em 11 municípios no Rio Grande do Sul para auxiliar na profissionalização

Uma cerimônia na Fiergs marcou a assinatura do projeto com a presença de autoridades
Uma cerimônia na Fiergs marcou a assinatura do projeto com a presença de autoridades Foto : Dudu Leal / Fiergs / Divulgação / CP

Visando ampliar escolaridade e criar oportunidades de emprego para quem não conseguiu concluir o Ensino Médio e busca oportunidade profissional, uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai oferecer até 3,5 mil vagas gratuitas para o curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) profissionalizante para jovens entre 18 e 29 anos que não concluíram a Educação Básica. No Rio Grande do Sul, serão disponibilizadas 1.750 vagas em 11 municípios.

O programa, nomeado Seja Pro+ Trabalho e Emprego, também em conjunto com as secretarias municipal e estadual de Educação, deve auxiliar os jovens a completar o ciclo da educação básica e serem encaminhados ao Senai, que auxiliará na profissionalização. Após a conclusão do curso, os alunos concluintes serão direcionados para o Sistema Nacional de Emprego, do Ministério do Trabalho. Uma cerimônia na Fiergs marcou a assinatura do projeto com a presença de autoridades.

Marcelo Benedito, representante do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ressalta que o programa auxiliará os jovens a completarem o ciclo da educação básica e serão intermediados para vagas de emprego. “O grande diferencial do programa é esse link entre a educação e a inclusão produtiva. Não é uma garantia de que ele vai ser empregado, mas já vai estar no sistema e poder acessar as vagas que estão disponíveis para o trabalhador”, afirma.

Claudio Bier, presidente da Fiergs, ressalta que a formação de mão de obra qualificada é uma questão crucial no Brasil, e que três a cada quatro empresas enfrentam dificuldades para completar seu quadro pessoal no Brasil. No Rio Grande do Sul, a crise ainda é mais grave conforme dados da Fiergs, que mostram que 32% das indústrias gaúchas identificaram falta de mão de obra qualificada como principal entrave da produção. Ele salienta que a Fiergs vem implementando iniciativas para qualificar e conectar a mão de obra e as demandas do mercado, e que o programa assinado hoje representa uma evolução da da educação e qualificação profissional.

Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, afirma que cerca de 9 milhões de jovens entre 18 e 29 anos que não têm Ensino Médio serão beneficiados. Junior afirma que o projeto irá garantir profissionalização e reconhecimento de saber aos jovens, encurtando o tempo da formação e garantindo escalonação. "Essa proposta viabiliza a bolsa de permanência, ou seja, é montada para que a gente possa trazer esse jovem que hoje está na informalidade, fora do mercado de trabalho, e que possa ingressar em especial nas atividades vinculadas à indústria", afirma.

O programa faz parte de um projeto extenso via Departamento Nacional e Conselho Nacional, com o objetivo de apoiar iniciativas a partir da catástrofe climática que atingiu o Estado no ano passado. "Tudo isso vai se somando dentro de uma política, que hoje estamos na etapa de reconstrução, recuperação e construção de um futuro cada vez melhor para o Rio Grande do Sul", completa Junior.

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