Economia

Reunião-almoço da AHKRS em Porto Alegre discute desafios da indústria 4.0 com vice-presidente da Stihl

Arno Tomasini falou a empresários sobre digitalização e aspectos humanos nas empresas

O vice-presidente de Operações da Stihl Ferramentas Motorizadas, Arno Tomasini, fala sobre “Excelência operacional na indústria 4.0” na reunião-almoço de abril da Câmara Brasil-Alemanha no RS
O vice-presidente de Operações da Stihl Ferramentas Motorizadas, Arno Tomasini, fala sobre “Excelência operacional na indústria 4.0” na reunião-almoço de abril da Câmara Brasil-Alemanha no RS Foto : Camila Cunha

Os desafios da indústria 4.0, conceito fundado na Alemanha em 2011 pra abordar a transformação digital das empresas, foram abordados pelo vice-presidente de Operações da Stihl Ferramentas Motorizadas, Arno Tomasini, na reunião-almoço de abril da Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHKRS), nesta terça-feira. O evento ocorreu no Hotel Hilton, em Porto Alegre. Para ele, cuja palestra foi intitulada “Excelência operacional na indústria 4.0”, tão ou mais importante do que a digitalização, também é preciso atentar aos aspectos humanos.

“Quanto às tecnologias digitais, o portfólio é gigantesco hoje de alternativas. Mas, dependendo do nível da empresa, não falo nem da indústria somente, mas o que vou utilizar para esta integração digital? Inteligência artificial, robótica? Você precisa de tecnologias digitais na área de recursos humanos, análise de engenharia de desenvolvimento de produtos, segurança do trabalho, e é um grande desafio encontrar pessoas que a dominem e a mantenham depois”, salientou ele. Tomasini também afirmou que a AHKRS está na vanguarda do movimento de buscar fomentar a inovação no Rio Grande do Sul.

“A Alemanha tem uma base industrial fortíssima, e busca fazer esta união em diferentes empresas a fim de conciliar esta visão de futuro para o Estado. É só olhar o perfil de profissionais que frequentam aqui, que estão para debater, discutir, entender os caminhos futuros que precisamos para a industrialização do Rio Grande do Sul, principalmente no pós-enchentes”, observou ele, acrescentando ainda que a Stihl se preocupa com seus colaboradores, inclusive quanto a consciência de preservar os valores humanos, o que, com efeito, tem trazido um ganho de produtividade e uma satisfação dos funcionários com o negócio.

Perguntado se já é possível pensar em uma “indústria 5.0” com o avanço de ferramentas de IA e outras técnicas, ele acredita não ser o momento, por ora. “Me parece um pouco temeroso atribuir um outro número para este novo momento. Mas o que seria este 5.0, digitalização, inteligências para este ganho de produtividade? Talvez esteja havendo esta transformação, mas não acredito que o suficiente para este novo termo”, comentou o vice-presidente.

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