Lógicas eficientes, exemplos de projetos e os principais desafios para incorporar soluções inovadoras para melhorar a gestão urbana e dos territórios do Rio Grande do Sul foram pontuados no Menu POA, que ocorreu nesta terça-feira na Associação Comercial de Porto Alegre. O encontro teve participação de Luiz Carlos Pinto, secretário de Inovação de Porto Alegre; Jorge Luis Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, e de Paulo Renato Rizzardi, CEO da GOV.UP, empresa aceleradora de prefeituras.
Coordenadores do Pacto Alegre, programa que busca desenvolver soluções para os problemas da Capital, o secretário de Inovação destacou, em coletiva de imprensa antes do evento, a importância da lógica do cascateamento, como nos parques tecnológicos, que auxiliam a inspirar outras universidades e ambientes de inovação. “A gente não pode ter inovação não com uma bolha dentro da cidade, mas a gente não pode ter uma bolha também só em Porto Alegre. A gente precisa espalhar a inovação pelo estado”, complementou.
Audy destacou que o espaço de constituição de ecossistemas de inovação não estão situados em cidades, mas em territórios. Para ele, Porto Alegre envolve toda a grande Porto Alegre, Caxias do Sul envolve toda a Serra e Rio Grande envolve toda a zona Sul.
"São vetores do processo de desenvolvimento na sociedade que nós vivemos, no século 21, são os territórios que formam arranjos que não obedecem uma fronteira delimitada de cidade, ou de bairro, ou seja lá o que for, gerando dentro desse território uma série de atributos, com inovação, criatividade, pessoas, talentos, que impulsionam um processo de desenvolvimento", afirmou
Luiz complementou a importância de pensar em governos que se comportem mais como cidadãos e trabalhem próximos da inovação, compreendendo os ambientes de inovação e sua conexão territorial, pensando na capacitação de servidores públicos.
Rizzardi acredita que as cidades do Rio Grande do Sul estão férteis para a inovação, com Porto Alegre como referência muito positiva para as demais cidades, mas também enxergando um movimento forte em municípios como Caxias do Sul, Gravataí, Passo Fundo e Santa Maria, que, nas suas palavras, estão "maduros" na construção de uma visão de futuro, e também no interior.
"Porto Alegre conseguiu transbordar essa lógica e essa metodologia de construir governança, visão de futuro e projetos como o Tecnopuc, Instituto Caldeira, Prefeitura de Porto Alegre, associação e com os empresários", afirmou.
Considerando que os ecossistemas se concentram em uma mão de obra qualificada, Audy pontuou que a inovação está onde há geração de talentos, ou seja, onde há universidades e centros de formação. Mas para ele, o grande desafio da inovação está na educação para haver pessoas qualificadas para atender às demandas. "Nós temos um modelo educacional, falando sistemicamente no Brasil, que forma profissionais para um mundo que não existe mais", afirma.
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Na sua visão, enquanto há muitas pessoas desempregadas, ao mesmo tempo há ecossistemas importantes no estado e demanda de talentos para os segmentos. Esse descompasso, nas suas palavras, precisa ser resolvido com a educação e com o ajuste na matriz de formação com as demandas do mercado.