Evidenciando, nesse ponto, maior proximidade com o Ministério da Fazenda. "Não podemos deixar que políticas de outros países determinem a direção dessa importante variável da economia que é o câmbio". Desde a adoção do regime de câmbio flutuante em 1999, as principais autoridades do BC têm defendido uma oscilação livre das cotações do dólar. Quem compartilha dessa visão acredita que eventuais desequilíbrios no câmbio ou nas contas externas são corrigidos pelo mercado com o tempo.
Ontem, porém, Tombini deu sustentação teórica para uma postura mais incisiva do governo na política cambial. Ficou claro que, para ele, o sistema de câmbio é flutuante, mas essa oscilação deve refletir os fundamentos da economia e não simplesmente os movimentos do mercado. Ou seja, deu sinal que deve encarar o assunto de forma mais firme. Na CAE, o nome de Tombini foi aprovado por 22 votos favoráveis e um contra. A votação no Plenário pode acontecer hoje.