O palestrante da edição desta quarta-feira da reunião-almoço Tá na Mesa da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) foi o empresário gaúcho e presidente da Be8 Energy, Erasmo Battistella. Ele foi convidado para falar sobre transição energética e detalhar o investimento de R$ 1,1 bilhão na planta de Passo Fundo, considerado um marco para o setor de biocombustíveis no RS, que será a maior usina de etanol do Estado.
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destacou que o RS vive um momento decisivo e essencial para tornar o Estado protagonista pelos próximos anos. “Precisamos superar alguns obstáculos. Viemos de décadas de decadência social e econômica no RS. O primeiro passo é reconhecer que os problemas existem. Temos um mapa de ações para ser debatidos e um destes temas é a segurança energética. O RS ainda é um grande protagonista em termos de inovação e tecnologia”, afirmou o presidente.
Batistella também destacou o potencial do Estado na área, principalmente em função do investimento da Be8 na produção de etanol. “Estamos trabalhando no setor do biodiesel e do etanol, desenvolvendo novas tecnologias pois acreditamos que é necessário fazer isso. O Brasil está dando passos certos. A transição energética não é apenas uma iniciativa de pessoas que possuem compromisso com o meio ambiente. Ela é uma oportunidade para o RS e para o Brasil de geração de renda, de riqueza e de emprego”, explicou.
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Em sua explanação, o empresário salientou ainda a importância de superar desafios para tornar o Estado competitivo, principalmente a partir de investimentos em infraestrutura. Além disso, Barttistella apontou o mercado internacional como um dos principais alvos da indústria de biocombustíveis gaúcha, citando ainda o acordo Mercosul e União Europeia como um passo importante dado para este “olhar para o mercado exterior” que o RS precisa ter.
“A partir de um grão de baixa qualidade, conseguirmos produzir alimento humano, animal e combustível. Estamos desenvolvendo uma tecnologia aqui chamada de BeVant. Em Passo Fundo, utilizávamos a ferrovia para encaminhar parte da nossa produção para o Sudeste. Mas a ferrovia hoje já quase não tem nada. Isso criou custos adicionais. Quando falamos em infraestrutura, tudo o que for feito é importante, seja em rodovia, ferrovia, hidrovia ou portos. Investimentos em infraestrutura baixam custos. Se não criamos condições para a iniciativa privada investir, vai ser difícil melhorar este cenário e aumentar a competitividade do RS”, completou.