Economia

Volatilidade é o desafio atual do exportador

Congresso na Fiergs, que termina hoje, debate caminhos para o comércio exterior

Claudio Bier fez a apresentação dos temas no encontro
Claudio Bier fez a apresentação dos temas no encontro Foto : Dudu Leal / Divulgação / CP

O maior desafio para o exportador brasileiro atualmente é a volatilidade vista no mercado internacional. A agitação provocada principalmente por tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos esteve no centro do debate que ocorreu no Primeiro Congresso Brasileiro de Comércio Exterior na Fiergs.

Ao mesmo tempo que algumas taxas já foram retiradas de produtos como café e carnes do Brasil, também ontem o governo federal reforçava a necessidade de mais agilidade nas negociações com os americanos para eliminar tarifas de até 40% ainda vigorando em áreas como as dos manufaturados. Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, um dos palestrantes, destacou que "a ampliação da lista de itens brasileiros isentos da tarifa de 40% é um movimento relevante, mas ainda insuficiente".

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Recentemente, no último dia 14, o presidente americano Donald Trump incluiu novos itens em ordem de exceção para as tarifas tributárias. Para Barral a decisão, que inclui produtos como café, carnes e frutas, é uma forma de "priorizar bens que não são produzidos nos EUA" e, apesar do avanço, vários setores permanecem vulneráveis às medidas de proteção adotadas por Washington. Para especialistas, o país precisa avançar nas reformas internas para não sofrer com dificuldades de acesso a mercados estrangeiros. Medidas como a Seção 232 do Ato de Expansão Comercial afetam aço, alumínio, cobre, madeira e móveis para proteger a indústria americana. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que o governo pretende acelerar as negociações para ampliar a lista dos produtos excluídos do tarifaço após a ordem executiva que removeu a sobretaxa de 238 itens. Segundo ele, a eliminação das primeiras tarifas de até 40% na semana retrasada representou o maior avanço desde o início das tratativas. Alckmin, porém, reiterou que não há justificativa, já que os EUA possuem superávit no comércio bilateral.

O que mais será tratado no Congresso:

  • Inteligência artificial
  • Tendências aduaneiras
  • Sustentabilidade e acordos
  • Cadeias produtivas responsáveis
  • Metas de descarbonização
  • Produtos com menor impacto ambiental
  • Reforma tributária nas exportações
  • Situação econômica da Argentina e integração regional

1º Congresso Brasileiro de Comércio Exterior

O Sistema FIERGS promove o Primeiro Congresso Brasileiro de Comércio Exterior, na sede da Federação, em Porto Alegre. O evento reune mais de 30 palestrantes. Mudanças geopolíticas, inteligência artificial e sustentabilidade estão no centro dos debates, que visam impulsionar as vendas externas do setor produtivo gaúcho e brasileiro. Para Claudio Bier, presidente da federação, "o comércio exterior é fundamental para o avanço da indústria e para o crescimento da economia do Rio Grande do Sul. As recentes transformações e incertezas globais tornam ainda mais importante discutir formas de aumentar a presença dos nossos produtos em todo o mundo".

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