A volta às aulas na rede pública municipal de Porto Alegre, abrangendo mais de 67 mil alunos de 100 escolas próprias e 221 conveniadas, teve espaços cheios, atividades de integração e, em outros locais, dúvidas e filas para a retirada do Cartão Auxílio Material Escolar. O prefeito Sebastião Melo e o secretário Municipal de Educação (Smed), Leonardo Pascoal, estiveram na Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas, no bairro Passo das Pedras, para acompanhar o início. “Para a criança, não há desenvolvimento social sem educação, e isto é um desafio do Brasil.
Estamos voltando com força total e algumas novidades importantes, como a questão (da proibição) do celular, o qual esperamos a contribuição das famílias e também dos dos professores pra que isso aconteça verdadeiramente. Nosso cartão, o qual a Câmara Municipal aprovou rapidamente, houve um convênio com o Banrisul para as famílias comprarem o material escolar. Outra são as infraestruturas das escolas, às quais há muita defasagem ao longo do tempo, mas estamos trabalhando para melhorar”, disse Melo.
Volta às aulas nas escolas municipais de Porto Alegre
Para a diretora da Presidente Vargas, Elis Regina Griebler, colégio este com 416 alunos em 17 turmas, a comunidade escolar está animada para o retorno, mas haverá desafios, como com o uso dos eletrônicos. “Já colocamos para os pais previamente como funcionará o celular para nós, porém achamos que será complicado. Eles (alunos) insistem bastante”, comentou ela. A cuidadora de idosos Marihanne Cristine dos Santos Fogo Maia, mãe de Lorenzo, 8 anos, aluno do 3º ano, disse que o filho está bastante empolgado para o retorno.
“Ele estava bem ansioso, querendo saber quando começaria, e hoje acordou sem eu precisar chamá-lo. Vai ser mais um ano de muita aprendizagem para ele. Não tenho o que reclamar deste colégio também”, salientou ela. Na Escola Municipal Grande Oriente do RS, no Rubem Berta, a realidade era diferente. Os alunos começaram as aulas nesta segunda, mas foram orientados a comparecer com os pais para a retirada dos cartões do material escolar, algo que começou ainda na quinta-feira passada na Presidente Vargas. Grandes filas se formaram próximo da secretaria do colégio.
“Falta alguma organização aqui. Os pais estão há mais de uma hora e não conseguem pegar um cartão com o CPF da criança, mesmo com os documentos dela. O nome da minha filha está na lista, mas porque não consta na certidão não pode pegar o cartão”, afirmou a auxiliar de serviços gerais Lisiane Marques Lima, mãe de Caroline, 10 anos, aluna do 4º ano. A Smed disse que cada diretoria é responsável pela distribuição dos cartões de sua escola, mas irá analisar a situação pontual do Grande Oriente do RS.