Ensino

Alunos com deficiência têm avanços e desafios no ensino

Censos revelam problemas com alfabetização, mas progresso no Ensino Superior

A rede privada no país tinha mais banheiros acessíveis: 64,4%; contra 54,8%, na rede pública
A rede privada no país tinha mais banheiros acessíveis: 64,4%; contra 54,8%, na rede pública Foto : Paulo Pinto / Agência Brasil / CP

A taxa de analfabetismo entre as pessoas com deficiência, de 15 a 29 anos, era de 12,2%, em 2022 – 12 vezes maior que a registrada entre os sem deficiência nesta faixa etária (1%). E o analfabetismo é maior entre aqueles que têm dificuldades associadas a funções mentais (40,4%); e com mais de um tipo de deficiência (34%). Os dados são do Censo Demográfico 2022, recentemente divulgados (18/9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a menor taxa de analfabetismo junto ao público com deficiência é do grupo com dificuldades de enxergar (3,5%); de ouvir (10%); de caminhar ou subir escadas (23,3%); e de pegar pequenos objetos (31,3%).

A frequência escolar também cai entre alunos com deficiência. A presença de crianças de 6 a 14 anos era de 92,6%; e de 79,5%, para jovens de 15 a 17 anos. Quando se trata de uma deficiência profunda (sem conseguir escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar), a presença diminui para 82,3%, com crianças de 6 a 14 anos; e para 65,6%, jovens de 15 a 17 anos.

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No Censo Escolar 2025, a acessibilidade continua sendo problema nas escolas. Instituições com banheiro acessível eram 57% do total; com sala de recursos multifuncionais, 30%; e com profissional de apoio, 26,2%.

A pesquisa mostra ainda que, de 2014 para 2024, a presença de pessoas com deficiência no Ensino Superior quase que triplicou, aumentou de 33.377 para 95.572 alunos. As matrículas destes estudantes, que representavam 0,43% do total dos alunos de graduação do país, passaram a ser de 0,93%.

Público e Privado

  • Os dados revelados pelo estudo, com base no Censo 2025, revelam que seguem discrepâncias entre a rede pública e privada de ensino no país.
  • A rede privada no país tinha mais banheiros acessíveis: 64,4%; contra 54,8%, na rede pública.
  • Mas a rede pública indicou vantagens relativa à existência de profissional de apoio, com 32,8%; ante a 4,6%, nas particulares.
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