Os estudantes do movimento de ocupação das escolas estaduais decidiram permanecer dentro das instituições por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia no Colégio Protásio Alves, na tarde dessa sexta-feira, por integrantes de diferentes ocupações. “Nós não vamos recuar nem um centímetro. Nossas escolas estão sendo ocupadas pela nossa Educação, pela Educação dos nossos filhos e netos”, disse Isabela Monteiro, aluna da Escola Dr. Carlos Chagas, de Canoas.
Segundo ela, o documento enviado pelo governo às escolas foi interpretado pelos alunos como negativa ao diálogo. Dezenas de alunos se posicionaram nas escadarias do colégio para manifestar a decisão para a imprensa. Com faixas e música, mostraram sua insatisfação e informaram que um ato conjunto será realizado na segunda-feira. Para os estudantes será o “Dia D” da resistência secundarista.
“Não vamos desocupar nenhuma escola e se for preciso ocuparemos mais para mostrar que só sairemos quando houver garantias às nossas pautas”, explicou Ana Paula Santos, do Colégio Protásio Alves.
O governo emitiu nota reafirmando que deseja retomar, na segunda-feira, as aulas nas escolas ocupadas. Uma segunda proposta de desocupação foi formalizada na quinta-feira, junto à Vara de Conciliação Pré-Processual da Justiça Estadual. O documento fixa prazo de 48 horas, que expira hoje, para que os estudantes liberem o acesso. O secretário da Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas, afirmou que a segunda proposta encerra qualquer tipo de negociação com os movimentos estudantis.
Alunos decidem não liberar escolas ocupadas
Prazo dado pelo governo do Estado se encerra neste sábado