O professor tem uma relação muito próxima dos alunos da 7ª e 8ª série do Ensino Fundamental. “Era funcionário havia quatro anos e nove meses, sempre trabalhando de forma integrada com os alunos. Está havendo uma perseguição pessoal, de cunho religioso. Sou católico e participo da pastoral jovem. Eu não fui o cristão que eles queriam”, informou.
A professora de Filosofia Gabriela Bercht aproveitou o afastamento do colega para pedir demissão. “O diretor tem feito perseguição religiosa na escola. Eu fui contratada para dar aula de Filosofia e não para ficar rezando”, garantiu.
As mães dos alunos também reclamam da diretoria da escola, que não ouve a solicitação das crianças e dos pais. “Esses professores fizeram as crianças evoluírem. Agora, o diretor vai advertir os alunos por causa da manifestação. Só que eles estão agindo de forma civilizada”, afirmou Rosilara Cunha, de 42 anos mão de um aluno da 7ª série.
Cláudia Amoro, de 45 anos, mãe de outro aluno da 7ª série, comentou que a direção da escola tem evitado o diálogo. “O diretor é novo, está aí há seis meses. Ele nunca conversou com nenhum pai. Suas decisões não representam a nossa vontade”, completou. “Eu vi o meu filho chorar por causa da demissão do professor”, comentou Cristine Saldanha, de 33 anos, mãe de dois meninos, um da 7ª série e outro da 5ª série.