Na maioria das instituições, as crianças voltaram animadas depois das férias de inverno. Algumas escolas fizeram atividades especiais para recepcionar os alunos. Na Escola Estadual Protásio Alves, a diretora Patrícia Wolf distribuiu pirulitos em cada sala. “As crianças vieram em peso para as aulas. Eles estão superanimados. Nada melhor que recepcioná-los com pirulitos”, comentou.
No Instituto de Educação Flores da Cunha a recepção se dá ao longo da semana com a Gincana das Cores. Decorando a escadaria, longas tiras coloridas chamavam a atenção. “A gincana motiva bastante os alunos. Ela deveria acontecer no final do primeiro semestre, mas por causa da recuperação das aulas nós deixamos para agora”, disse a vice-diretora Alessandra Lemes da Rosa.
No colégio Júlio de Castilhos, a diretoria da instituição informou que o retorno às aulas foi tranquilo. “A criançada estava com saudades da aula. A gente acompanha pelas redes sociais e via que eles estavam ansiosos pelo retorno”, garantiu o diretor Antonio Esperança.
Estrutura
Por outro lado, as escolas reclamam de falta de estrutura, seja ela de recursos humanos ou de material. A diretora do Protásio Alves, Patrícia Wolf, reclamou dos professores que faltaram. “Eles têm direito a faltar dez dias no ano. Por conta disso, temos que adiantar períodos e dispensar as crianças mais cedo”, explicou.
A tesoureira-geral do grêmio estudantil do Colégio Júlio de Castilhos, Kamila Martini, reclamou da falta de professores e da qualidade do material. “Estamos sem professores de Sociologia, Filosofia e Geografia. As cadeiras estão quebradas ou com pregos à mostra que rasgam as calças de quem senta”, afirmou.
O secretário estadual de Educação, Jose Clovis de Azevedo, garantiu que a Seduc recebeu um investimento de R$ 13 milhões para recuperar mais de 60 escolas. “Será um semestre de muita movimentação. Sabemos que muitas escolas têm problemas e estamos trabalhando para recuperá-las. Desde 2011, já concluímos mais de 1,1 mil obras. Sem falar na qualificação dos professores e dos novos contratados”, esclareceu.
O Cpers/Sindicato, por outro lado, reclama da falta de qualidade da estrutura e promete uma semana de cheia de atividades para mobilizar a categoria e informar a comunidade escolar. “As escolas receberam os alunos com muita falta de estrutura. Faltam professores e funcionários. As escolas estão sucateadas. Temos assembleia para o dia 23 de agosto e estamos sinalizando com a possibilidade de greve. O governo recebeu nossa proposta em 15 de julho e até agora não respondeu. Nós queremos negociar”, completou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira.