Ensino

Alunos voltam às aulas em 2,5 mil escolas gaúchas

Ano letivo vai até 20 de dezembro, mas Cpers sinaliza com possibilidade de greve

Aulas foram retomadas nesta segunda-feira, após período de férias de inverno
Aulas foram retomadas nesta segunda-feira, após período de férias de inverno Foto : Vinícius Roratto
A manhã fria desta segunda-feira não afastou a criançada das escolas, que retomaram as aulas nesta segunda-feira. O governo do Estado informou que 1,08 milhão de alunos retornaram ao ano letivo que vai até 20 de dezembro em 2.574 escolas. O Cpers/Sindicato reclama da falta de estrutura e sinaliza com possibilidade de greve ainda este mês.

Na maioria das instituições, as crianças voltaram animadas depois das férias de inverno. Algumas escolas fizeram atividades especiais para recepcionar os alunos. Na Escola Estadual Protásio Alves, a diretora Patrícia Wolf distribuiu pirulitos em cada sala. “As crianças vieram em peso para as aulas. Eles estão superanimados. Nada melhor que recepcioná-los com pirulitos”, comentou.

No Instituto de Educação Flores da Cunha a recepção se dá ao longo da semana com a Gincana das Cores. Decorando a escadaria, longas tiras coloridas chamavam a atenção. “A gincana motiva bastante os alunos. Ela deveria acontecer no final do primeiro semestre, mas por causa da recuperação das aulas nós deixamos para agora”, disse a vice-diretora Alessandra Lemes da Rosa.

No colégio Júlio de Castilhos, a diretoria da instituição informou que o retorno às aulas foi tranquilo. “A criançada estava com saudades da aula. A gente acompanha pelas redes sociais e via que eles estavam ansiosos pelo retorno”, garantiu o diretor Antonio Esperança.

Estrutura

Por outro lado, as escolas reclamam de falta de estrutura, seja ela de recursos humanos ou de material. A diretora do Protásio Alves, Patrícia Wolf, reclamou dos professores que faltaram. “Eles têm direito a faltar dez dias no ano. Por conta disso, temos que adiantar períodos e dispensar as crianças mais cedo”, explicou.

A tesoureira-geral do grêmio estudantil do Colégio Júlio de Castilhos, Kamila Martini, reclamou da falta de professores e da qualidade do material. “Estamos sem professores de Sociologia, Filosofia e Geografia. As cadeiras estão quebradas ou com pregos à mostra que rasgam as calças de quem senta”, afirmou.

O secretário estadual de Educação, Jose Clovis de Azevedo, garantiu que a Seduc recebeu um investimento de R$ 13 milhões para recuperar mais de 60 escolas. “Será um semestre de muita movimentação. Sabemos que muitas escolas têm problemas e estamos trabalhando para recuperá-las. Desde 2011, já concluímos mais de 1,1 mil obras. Sem falar na qualificação dos professores e dos novos contratados”, esclareceu.

O Cpers/Sindicato, por outro lado, reclama da falta de qualidade da estrutura e promete uma semana de cheia de atividades para mobilizar a categoria e informar a comunidade escolar. “As escolas receberam os alunos com muita falta de estrutura. Faltam professores e funcionários. As escolas estão sucateadas. Temos assembleia para o dia 23 de agosto e estamos sinalizando com a possibilidade de greve. O governo recebeu nossa proposta em 15 de julho e até agora não respondeu. Nós queremos negociar”, completou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira.

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