Insatisfeitos com a decisão do governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SEC), de encerrar as negociações com a categoria, os professores deram início à terceira semana de greve com um ato junto ao prédio onde o governador mora, no bairro Rio Branco, por volta das 6h. Com carro de som e bandeiras, eles gritaram palavras de ordem e bloquearam o trânsito. Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, o ato tinha como objetivo forçar o governo a dialogar com a categoria. O grupo não foi recebido pelo governador.
Dessa forma, para conter o protesto, o Choque utilizou bombas de efeito moral e gás de pimenta. “A luta contra esse governo não vai parar. Tarso está traindo os trabalhadores”, afirmou a presidente, que criticou duramente a atitude do Executivo de encerrar as negociações e ainda usar a tropa de choque contra os profissionais. “Nem a ex-governadora Yeda Crusius teve a capacidade de fazer isso”, ressaltou.
Depois do confronto, os cerca de 150 professores seguiram em caminhada pelas ruas Dona Laura, Mariante e Goethe até a avenida Protásio Alves, onde bloquearam totalmente o trânsito, assim como na avenida Osvaldo Aranha e o Túnel da Conceição. O ato encerrou-se em frente à sede do Cpers, localizada na avenida Alberto Bins, no Centro.
O trajeto foi seguido por agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que monitoraram o trânsito. Com o bloqueio das vias, houve grande engarrafamento na entrada do Centro da Capital até por volta das 8h30min. Quando o protesto terminou, as pistas foram liberadas e o trânsito passou a fluir normalmente.