Ensino

Arte contribui para a ressignificação de escolas de São Leopoldo atingidas pelas enchentes de maio

A iniciativa, que cria galerias de artes a céu aberto, une grafitagem e sensibilidade, valorizando artistas locais, propondo geração de trabalho e renda

Projeto tem como proposta envolver os alunos, através de oficinas ao longo do ano
Projeto tem como proposta envolver os alunos, através de oficinas ao longo do ano Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Com o objetivo de impactar positivamente junto às comunidades escolares que foram duramente atingidas pelas enchentes de maio, levando arte e cultura para dentro e fora a das estruturas de ensino, o projeto Viva Perifa já deixa marcas em ao menos três escolas da cidade de São Leopoldo. A iniciativa, que cria galerias de artes a céu aberto, une grafitagem e sensibilidade, valorizando artistas locais, propondo geração de trabalho e renda, ao mesmo tempo, aborda questões de sustentabilidade e cultura. A ideia é que através de oficinas temáticas, realizadas com os alunos dentro das escolas, o projeto possa envolver diretamente mais de 10 mil pessoas ao longo do ano letivo.

Uma das escolas que começou a receber um colorido diferente, proporcionando uma visão de esperança e renascimento pós-enchente, é Escola Municipal de Ensino Fundamental Castro Alves, que fica no bairro Vicentina, e atualmente atende 625 alunos. A diretora da instituição, Adriana Limberger, lembra que a enxurrada invadiu todo o primeiro andar, danificando praticamente todas as salas de aula, mobiliários e inclusive a biblioteca da escola. "Perdemos tudo o que tínhamos nestes espaços. Ficou tudo em meio à água e o barro. Foi uma cena chocante. Hoje, está reformada, com pintura e troca de piso, mas ainda existem alguns reparos que ainda não foram concluídos."

De acordo com Adriana, o projeto vem com a proposta de envolver os alunos, através de oficinas que, inicialmente, deve acontecer com os estudantes do 5º ano. "Como uma forma de revitalizar os espaços, de agregar cor e dar vida. Envolver os estudantes nesse processo é importante", disse a diretora. Além da escola Rui Barbosa, as instituições Cândido Xavier, Castro Alves, també municipais, têm artes finalizadas. Foram mais de 600 metros quadrados de muros grafitados, o trabalho foi realizado por um coletivo de mulheres muralistas.

"É uma iniciativa sensível que registra as memórias da comunidade antes da tragédia e estimula sonhos e desejos para o futuro da comunidade. A arte urbana como expressão cultural foi escolhida para ser a base de conexão do projeto com as escolas públicas que, junto com artistas locais, criam o desenho integrando a comunidade no processo de restauração", explica Andrea Moreira, CEO da Yabá Consultoria e idealizadora do Projeto Viva Perifa.

O Viva Perifa, viabilizado por meio da Leroy Merlin, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, é produzido pela Yabá Consultoria e coproduzido pela Aflora Cultural.