Ensino

Assembleia Legislativa pode ter feira do livro permanente

Comissão de Educação promoveu, nesta semana, evento de apoio a editoras, livrarias e distribuidoras independentes que sofreram com as enchentes no RS; intenção é tornar o evento permanente na agenda da Assembleia

Foto : Gabriela Sardi / Especial / CP

A “Feira antes da Feira”, realizada nesta semana (nos dias 24 e 25/9) pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do RS (AL), poderá ser evento permanente da Casa Legislativa. A iniciativa contou com o apoio da Escola do Legislativo, da Câmara Rio-grandense do Livro, do Clube de Editores do RS e da Associação Gaúcha de Escritores.

A atividade foi criada neste ano para apoiar e incentivar a retomada dos setores cultural e livreiro afetados pelas enchentes de maio último no Estado; e para promover a Feira do Livro de Porto Alegre. A proposta de tornar-se evento fixo foi encaminhada ontem à Mesa Diretora da AL.

“O intuito da ‘Feira antes da Feira’ é estimular a circulação do livro, dar visibilidade para editoras locais e engajar as pessoas para a Feira do Livro de Porto Alegre. Fizemos um 'pocket' do que vai acontecer, multiplicado em mil vezes, na Feira do Livro”, revela a deputada Sofia Cavedon, presidente da Comissão de Educação da AL.

A abertura da ‘Feira antes da Feira”, na terça-feira, homenageou os 70 anos da Feira do Livro da capital gaúcha, com a participação do escritor Sergio Faraco, patrono desta edição, e do presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur. A programação também contemplou sessão de autógrafos com o quadrinista Dieferson Trindade e as escritoras Ana Dos Santos e Fátima Farias; “Sarau Mulheres em Prosa”, sob comando de Liana Timm; e contação de histórias para crianças, com Jacqueline Oliveira. Já o encerramento do evento foi marcado pelo “Sarau das Escritoras Negras”, com a Negra Jaque e outros nomes.

Uma das editoras na AL foi a “Hipotética”, cujo depósito foi alagado pelas chuvas e que expôs alguns livros que sobreviveram às águas. Maurício Denardin, da Hipotética, explica que as vendas foram escassas, mas a visibilidade valeu a presença.