Carreata pede o retorno das aulas presenciais em Porto Alegre

Carreata pede o retorno das aulas presenciais em Porto Alegre

Grupo de professores e pais de alunos protestaram contra a decisão da justiça de manter a suspensão das atividades escolares

Sidney de Jesus

Carreata até o TJ protestou por retorno das aulas presenciais

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Com buzinaço e faixas e cartazes de protesto contra a decisão da Justiça que manteve a suspensão do retorno às aulas presenciais no Estado, um grupo de professores e pais de alunos participou de uma carreata, na noite desta segunda-feira, em Porto Alegre, pedindo o retorno das atividades escolares. 

A carreata, que partiu por volta das 17h da Avenida Wenceslau Escobar, na zona Sul da Capital, percorreu as avenidas Padre Cacique e Ganzo, até chegar na Borges de Medeiros, onde está localizada a sede do Tribunal de Justiça. No local, os veículos passavam devagar e os manifestantes fizeram repetidos gritos de “Escola Já” e abriram faixas com os dizeres: “Educação é prioridade”, “Bandeira Preta somente para escolas?”, “As crianças são 20% da nossa população e 100% do nosso futuro”. 

“Nossa reivindicação é em prol de educação e tudo eu ele inclui: professores, escolas, alunos, família e sociedade. É triste e lamentável que, em um período naturalmente incerto e sensível para todos, fiquemos a mercê de decisões e definições divulgadas na madrugada de domingo”, reclamou a diretora da Escola de Educação Tartaruguinha Verde, Patricia Nystrom Fernandez. 

Para o professor Nilo Ortiz, suspensão do retorno às aulas presenciais é um desrespeito aos profissionais da educação, pai e alunos. “A carreata de hoje é protesto contra o tratamento que as autoridades estão dando às crianças, pais e escolas. Sabemos que não se pode forçar uma situação pelo momento de crise sanitária que estamos vivendo, mas parece que estão brincando com os profissionais de educação”, afirmou Ortiz, lembrando que as escolas se prepararam para receber os alunos nesta segunda-feira.

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As aulas presenciais no Rio Grande do Sul estão suspensas por força de liminar desde o fim de fevereiro. Na decisão, o retorno às escolas só pode ocorrer em áreas em que não há bandeira preta vigente no modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Estado. Há nove semanas, o RS está sob bandeira preta, em razão dos altos índices de contaminação por coronavírus.


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