Ensino

Cerca de duas mil escolas estaduais iniciam aulas no Estado

Algumas instituições ainda terminam calendário de 2017 devido à greve

Mais de duas mil escolas estaduais iniciaram novo ano letivo nesta segunda-feira
Mais de duas mil escolas estaduais iniciaram novo ano letivo nesta segunda-feira Foto : Guilherme Testa
Esta segunda-feira marca mais uma volta as aulas, desta vez dos alunos das escolas estaduais gaúchas. Aproximadamente 2 mil instituições de ensino das 2.545 que compõem a rede retomaram as atividades nessa manhã. O restante, no entanto, deve reiniciar o ano letivo no mês de março devido à greve dos professores de 2017.

Na Escola Estadual Parobé, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, o recomeço dos cerca de 700 alunos de Ensino Médio ocorreu normalmente, já que não ouve paralisação na instituição no ano passado. No entanto, as greves registradas em outras escolas fizeram com que seus alunos procurassem a instituição, que foi pega de surpresa e não tem vagas suficientes para atender toda a demanda.

De acordo com o diretor da Parobé, Luiz Carlos de Oliveira, a Secretaria Estadual da Educação solicitou que 30 vagas condicionais fossem abertas no local para atender estudantes que ainda estão terminando seu ano letivo. No retorno de seus alunos já matriculados, o único problema registrado pelo diretor diz respeito à falta de professores. Ao todo, a Parobé tem um deficit de quatro profissionais em seu quadro. A instituição vem mantendo contato com a Secretaria, que, segundo Oliveira, afirma estudar um remanejo de educadores de escolas em greve. Apesar da possível solução, por enquanto o problema fez com que algumas turmas fossem dispensadas após o intervalo.

O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, um dos maiores do Rio Grande do Sul, foi uma das escolas que não retomou o ano letivo nessa manhã. A instituição só deve terminar o calendário de recuperação de 2017 na próxima semana. Já a Escola Estadual e Ensino Fundamental Maria Cristina Chiká, da Lomba do Pinheiro, recomeçou as atividades em um novo prédio depois de quase sete anos em contêineres como sala de aula. O novo espaço tem 13 salas de aula e dois laboratórios, além das sete salas já existentes. As obras tiveram custo de aproximadamente R$ 3 milhões e, ainda neste semestre, uma subestação de energia deve ser concluída, permitindo instalação de um elevador e outros equipamentos.