Ensino

Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas completa 30 anos de atuação com atuação articulada entre as instituições

Ao longo de sua história, as instituições da entidade já formaram 674 mil alunos em curso de graduação e 220 mil em cursos de licenciatura

Comemoração dos 30 anos do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung)
Comemoração dos 30 anos do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) Foto : Alina Souza

O Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) completa, neste ano, 30 anos de atuação do fortalecimento do modelo comunitário de educação superior. A rede, composta por 14 universidades, já formou 674 mil alunos em cursos de graduação e 220 mil em cursos de licenciatura ao longo de sua história. Reitores de instituições integrantes da entidade reuniram-se, nesta terça-feira, para comemorar as décadas de história na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.

Na ocasião, também foram apresentados dados sobre a abrangência e o impacto das instituições nas áreas de ensino, pesquisa, inovação, internacionalização, saúde e desenvolvimento regional. Em 2025, as universidades ofertaram 524 cursos de graduação presencial, com 85.588 estudantes matriculados. Desses, 28.611 possuíam algum tipo de bolsa ou gratuidade, o equivalente a 33,4% do total. No mesmo ano, 13.889 estudantes concluíram cursos de graduação presencial.

O evento contou, também, com uma apresentação de dados socioeconômicos da região de atuação das instituições comunitárias. As regiões abrangidas pelo Comung concentram 85,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, além de responderem por 50,6% da produção agropecuária e 87% da atividade industrial. Os dados foram apresentados por Marcos Lelis, coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade, Economia Regional e Internacional (CEI), da Unisinos.

Rafael Frederico Henn, presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). | Foto: Alina Souza

Para o presidente do Comung, Rafael Frederico Henn, os dados demonstram que a fortaleza das universidades contribuem para o desenvolvimento social e econômico gaúcho. “O que nós estamos comemorando é um modelo comunitário, forte no estado do Rio Grande do Sul, também em Santa Catarina, e esse modelo ser usado para o benefício da sociedade onde nós atuamos”.

Pensando no futuro, o presidente destacou a importância de investir em políticas públicas claras para a inserção e permanência do estudante. “Infelizmente, boa parte da população brasileira não consegue acessar o ensino superior. E isso tem dificultado muito o número de ingresso e por consequência a formação, e é isso que nós queremos”.

Reitor da Feevale, José Paulo da Rosa. | Foto: Alina Souza

O reitor da Feevale, José Paulo da Rosa, destacou que o modelo comunitário das instituições deve receber mais atenção dos entes públicos. “Nós não somos públicos, mas somos de interesse público. E não somos privados porque não há distribuição de lucro. Todo o de eventual superávit tem que ser reinvestido dentro da da instituição. E ainda há uma certa ociosidade nas nossas instituições, o que remete ao fato de que os governos poderiam utilizar mais e melhor as universidades comunitárias, e a gente quer destacar isso nesses 30 anos”.

Integram o Comung a Universidade Feevale, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Franciscana (UFN), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade La Salle, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade do Vale do Taquari (Univates), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade de Passo Fundo (UPF), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

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